quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Entrevista Impiedoso


Hail! Saudações guerreiros, muito obrigado por esta entrevista. Vamos lá, falem um pouco sobre o atual momento da banda e atual formação. 

 Nahash - Saudações!! No momento estamos trabalhando em novas composições, porém afastados momentaneamente dos palcos devido a um problema de saúde de um dos integrantes. Creio que já posso também anunciar que voltaremos a tocar com uma segunda guitarra, com a entrada definitiva de Häageroth na horda. Ele já havia tocado em um show conosco em um evento em Tubarão-SC, em 2018, fazendo um ótimo trabalho.

Reign In Darkness” é simplesmente uma obra prima, recebendo inúmeras críticas positivas no Brasil e também internacionalmente. Como foi trabalhar neste álbum, tanto na parte lírica, quanto na parte de composição?

Nahash - Agradeço os elogios!! A quantidade de críticas positivas realmente foi uma grata surpresa, e é uma honra saber que pudemos representar de forma honesta o Black Metal nacional. Este álbum foi sendo desenvolvido desde os anos 90, e lapidado até sua gravação. Tem músicas das demos e outras compostas um pouco mais recentemente. Ouvindo “Reign in Darkness”, você realmente pode sentir a essência do metal negro em suas raízes. Simplesmente porque ele pertence àquela época. E tivemos todo um cuidado para que fosse um álbum verdadeiramente “cru” e único. Houve uma grande dedicação ali em todos os aspectos, e gostamos muito do resultado final. 
  
O IMPIEDOSO é uma horda muito respeitada no cenário nacional, acreditam que já está na hora de apostar em uma turnê na Europa? 

Nahash - Acredito que não vá demorar para isso se concretizar. Já tivemos a oportunidade, porém compromissos de ordem pessoal nos impediram de fazer uma turnê europeia junto com o Vulcano. Mas não é nossa prioridade. Há uma quantidade gigante de apreciadores do metal negro por aqui, que gostaríamos de conhecer e blasfemar juntos em shows. 

  Com esta nova formação, quando os guerreiros do underground poderão esperar um novo álbum? 

Nahash - Gostaria muito de ainda poder dizer que isto aconteceria este ano, mas isso não será mais possível. Inúmeros problemas e compromissos de ordem pessoal se abateram sobre a banda este ano, e não teremos mais tempo hábil para agir com dedicação em gravações até dezembro. E jamais lançaremos algo que não nos agrade. Não estaríamos sendo honestos. Nem conosco, nem com quem aprecia nosso trabalho. Então, o próximo álbum deve ser lançado até a metade de 2020.

Aproveitando a pergunta anterior, como estão os trabalhos de composição para um vindouro material? 

Nahash - A grande mudança se dará na parte lírica. Será algo mais elaborado e sombrio. Nos aprofundaremos mais nas temáticas.
 
O que os fãs do IMPIEDOSO podem esperar deste álbum?

Nahash - “Reign in Darkness” contém muitas músicas que haviam sido divulgadas nas demos. Foram lapidadas para se encaixarem ali. Eram músicas que já tocávamos em shows. Então quem acompanhava nosso trabalho, sabia mais ou menos o que estava por vir. Este álbum vindouro será repleto de músicas inéditas, que nunca saíram dos estúdios. Então será uma grande surpresa para todos.

 


A banda passou por inúmeras formações, sempre mantendo sua originalidade, explique-nos, a que se deve este fator?

Nahash - Acredito que se deve ao fato dos integrantes que estão e que passaram por aqui serem pessoas que pensam da mesma forma. Não foram contratados, ou estão aqui apenas por suas qualidades como músicos. Somos amigos verdadeiros. São esses indivíduos que dizem: “é isso que eu quero fazer”. E o fazem com todas as forças. IMPIEDOSO jamais daria certo se tivéssemos ideais conflitantes. 

 Quais são as principais influências do IMPIEDOSO na hora de compor?

Nahash - Sempre tentamos nos abster de influências. Parece clichê dizer isso, mas realmente tentamos manter uma certa originalidade. Tudo que ouvimos até hoje, desde as primeiras bandas de metal até a chamada “segunda geração do Black Metal”, lá nos anos 90, nos moldou. Venom, Celtic Frost, Sarcófago, Vulcano, Dark Throne... Tudo isso fez e faz parte de nossas vidas. Mas não queremos que IMPIEDOSO seja igual a essa ou aquela banda. Tanto que ouvimos as músicas que compomos inúmeras vezes, só para ter certeza que, mesmo que involuntariamente, não estejamos copiando ou mesmo se assemelhando a alguma música das bandas que admiramos. 

Fale um pouco sobre os demais projetos futuros da banda. 

 Nahash - Pretendemos fazer uma turnê envolvendo todas as regiões do Brasil, ainda antes do lançamento do próximo álbum. Levar o “Reign in Darkness” pessoalmente para todos os cantos deste país. Adiamos demais isto. E também não temos nenhum material em vinil ainda. Então...
 
 Muito obrigado por essa entrevista, deixamos este espaço para as considerações finais. 

Nahash - Eu que agradeço o espaço cedido pela Chama do Metal. Assim como agradeço todo o apoio recebido dos metalheads para com o IMPIEDOSO em todo lugar que vamos. Espero blasfemarmos juntos em breve!! Hail!!!

 
IMPIEDOSO é:

Pestenegra – Vocais
Nahash – Baixo
Mortuum – Guitarra
Aldebaran – Bateria 



Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Entrevista Imperious Malevolence



Hoje conversamos com – sem dúvidas nenhuma – um dos principais grupos do metal extremo sul-americano: o IMPERIOUS MALEVOLENCE. E para começar essa grande entrevista, gostaríamos que a banda apresentasse essa nova formação aos nossos leitores, e como está sendo retornar a um quarteto?

Fernando: Salveeeeeee, primeiramente quero dizer que é um grande prazer participar dessa entrevista para o “Chama do Metal” e saudações para todos os Headbangers e fãs da banda que estejam lendo essa entrevista. Quanto a formação atual da banda, contamos com o “Antonio Death”, baterista e membro fundador da banda que está na ativa ai à muito tempo sempre destruindo na bateria, eu “Fernando Grommtt” como vocalista e baixista do IM, Rodrigo Kiataque como guitarrista e backing vocal, que já é um amigo meu de longa data e está sempre destruindo na guitarra, inclusive já toquei com ele em alguns outros projetos anteriores, e Will Aguiar como guitarrista também, outro amigo meu de longa data, não tanto quanto o Rodrigo e não tínhamos tocado juntos ainda, mas sempre acompanhei sua extrema habilidade na guitarra que não poderíamos deixar passar em branco na banda. Após a decisão do Daniel Danmented de sair da banda em 2018, um cara que continua sendo um grande brother nosso e que segue em ativa no Axecuter, eu e o Antonio conversamos sobre a possibilidade de colocar dois guitarristas na banda novamente e achamos uma grande ideia, porque poderíamos trabalhar em composições com melodias distintas e poderíamos executa-las ao vivo sem problemas também, sem falar que o peso da banda ao vivo é ainda mais impactante.

Fale um pouco sobre este ótimo trabalho “Decades Of Death”. Como foi compor, gravar, produzir e lançar este álbum? Vocês acreditam que ele atingiu as expectativas geradas?

Fernando: Esse foi meu primeiro trabalho com o IM, então posso dizer que foi algo realmente espetacular trabalhar nele, como é um álbum comemorativo de mais de 20 anos da banda, por isso o título “Decades Of Death”, foi memorável poder gravar músicas dos 3 primeiros álbuns que são extremamente importantes para a carreira da banda já que sempre fui fã da mesma e ainda compor 4 músicas inéditas para incluir no álbum. Tivemos a ideia de compor uma segunda música na carreira da banda com letra inteiramente em português, essa chama-se “Perpetuação da Ignorância”, letra que fala realmente de pessoas estúpidas e medíocres que vivem fazendo cagada a vida inteira e continuam fazendo a mesma cagada. A “Ascending Holocaust” que é uma música ainda da época do Alexandre. A “Ominous Ritual”, uma composição minha que criei para utilizar como base de tema do nosso próximo álbum, que fala basicamente sobre um ritual para a invocação de um “ser” que traria o caos para o mundo. E “The Hellfire’s Cruelty”, que é basicamente um prelúdio do caos que irá acontecer nas letras do próximo álbum. Quanto a gravação, fizemos no “Fund’s House Studio” do Alysson Irala, grande irmão nosso, guitarrista fenomenal do “Sad Theory” e “Motorbastards”, que além de grande músico, também nos ajudou na produção do álbum. A arte do álbum ficou a cargo do Anderson LA do Natureza Morta que sempre trabalhou nas artes do IM desde o início da banda, por isso a arte é sempre impecável. Fizemos o lançamento do álbum pela “Sangue Frio Records” que é um trabalho da nossa produtora “Sangue Frio Produções”, grande Patrick que sempre nos ajuda. A distribuição ficou a cargo de vários selos no qual conseguimos fazer uma parceria excelente e só nos trouxe benefícios, facilitou em muito a distribuição pelo país do CD em formato físico e claro que também lançamos em formato digital em todas as plataformas digitais acessíveis. Foi um processo ao todo um tanto quanto demorado, mas valeu a pena trabalhar nele cada segundo, só recebemos elogios,  aprendemos ainda mais sobre todo o processo de um novo álbum, e como sempre ficamos com um gosto de que poderíamos ter feito ainda melhor o álbum, coisa que é normal em cada trabalho.

 
Vendo a repercussão da imprensa, vimos que “Decades Of Death” definitivamente emplacou dentre os melhores lançamentos de 2018. Vocês esperavam toda essa repercussão?

Fernando: Cara, como músico, eu sempre trabalho para que meu trabalho seja o melhor do mundo (risos), mas de verdade, sabia que seria bem aceito, mas não tanto assim como tem sido. Tivemos muito feedback positivo sobre as composições e por isso estamos voltando ainda mais energia nas composições do próximo álbum, que esperamos que seja ainda mais Brutal Death Metal. Mas realmente só temos a agradecer quanto a boa aceitação do público em relação as nossas músicas, isso é algo extremamente motivador.

Mesmo com um trabalho espetacular, o IMPERIOUS MALEVOLENCE optou por shows nacionais, indo na contramão das outras que visam sempre a Europa. Essa foi uma decisão interna da banda?

Fernando: Realmente foi uma decisão interna da banda realizar apenas shows nacionais até o momento, primeiramente porque a saída do Daniel teve impacto para a gente querendo ou não, porque teríamos que achar novos integrantes e fazer muitos ensaios antes de qualquer apresentação ao vivo, coisa que ficou ainda mais difícil de fazer porque até março desse ano (2019), eu ainda estava morando em São Paulo. Em 2017 me mudei por causa do meu trabalho e retornei em abril desse ano para Curitiba, porém todo o restante da banda estava em Curitiba. Mas ainda queremos fazer um tour pela Europa novamente, já que faz vários anos que não passamos por aquelas bandas. Isso é algo que estamos planejando com calma ainda.

Em meio ao lançamento e divulgação de “Decades Of Death”, a banda passou por sua mudança na formação, como foi esse processo?

Fernando: Então, como já falei anteriormente, o Daniel Danmented decidiu sair da banda para seguir com seus outros projetos, mas foi tudo muito bem conversado e apoiamos a decisão dele, sempre foi nosso amigo e jamais deixara de ser. Realmente aprendi muito com ele desde que entrei na banda em 2015 e tenho uma grande consideração por ele. Após isso eu e o Antonio pensamos em algumas possibilidades de guitarristas que se ajustariam bem na banda e fizemos alguns testes, o que resultou na entrada do Rodrigo Kiataque como guitarrista e backing vocal e Will Aguiar como guitarrista, dois caras extremamente hábeis e que já conheço de longa data.

Como estão os trabalhos para um novo álbum? E o que podemos esperar dele?

Fernando: Estamos trabalhando muito e estamos realmente ansiosos para fechar um novo álbum, porque nessas novas composições estamos explorando muito o lado de ter dois guitarristas na banda, ainda mais que os dois demonstram bastante técnica e curtem muito Death Metal. Eu e o Antonio moldamos perfeitamente a música com uma sonoridade brutal e as vezes até um tanto quanto frenética. O que podemos dizer que o próximo álbum com certeza terá uma identidade em que vamos explorar o trabalho de duas guitarras na banda como algo memorável e realmente “Death Metal”.

Com este novo álbum, os fãs europeus do IMPERIOUS MALEVOLENCE podem finalmente comemorar uma passagem da banda por lá?

Fernando: Com certeza, estamos planejando nossa próxima ida com calma, mas com a certeza de que iremos. Até lá ainda teremos músicas inéditas para serem executadas ao vivo enquanto o lançamento do próximo álbum não ocorrer, mas que farão parte do mesmo com certeza. Estamos planejando a ida para 2020 ou no mais tardar em 2021, período entre julho ou agosto que é o momento em que acontecem muitos festivais na Europa.


 Muito obrigado por essa entrevista, deixamos esse espaço para as considerações finais.

Fernando: Agradeço novamente a “Chama do Metal” por esse espaço, foi um grande prazer. Agradeço sinceramente a todos os nossos fãs e a todos que nos acompanham em todos esses anos. É pelo apoio de todos que continuamos firmes e fortes fazendo Death Metal, que sempre foi e sempre será nossa base. 

Acompanhem as novidades sobre a banda no Facebook, Instagram e nas demais plataformas digitais e entrem em contato para adquirir materiais, agendar shows ou trocar uma ideia! STAY IN MALEVOLENCE!!!


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(41) 99950-1481
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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

QUILOMBO: Ouça agora o EP “Itankale”!


A espera acabou! O debut EP dos paulistas do QUILOMBO, intitulado “Itankale”, finalmente pode ser ouvido de forma online e gratuita.

O trabalho foi disponibilizado em parceria com a Sangue Frio Produções em seu canal oficial do YouTube, que estreou ao vivo no último dia 03/09/2019, confira:



Com uma temática rica e forte, “Itankale” vem chamando a atenção dos amantes do Death Metal e Grindcore, e já está disponível também em seu formato físico. Para adquirir por apenas 10,00 (+ frete) entre em contato direto com o QUILOMBO pelo e-mail pandadrums@hotmail.com ou pelo Facebook em www.facebook.com/quilombometal.


Confira também a recente entrevista da banda para o programa Pancadaria Sonora, que foi ao ar no último dia 06/08 pela Rádio Container Pub Stop: https://hearthis.at/pancadariasonora/programa-pancadaria-sonora-42-reprise/

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Sites relacionados:

Fonte: Sangue Frio Produções

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Resenha Wills Dissolve - The Heavens Are Not On Fire



Saudações Bangers! Hoje, com muito prazer lhes apresentamos Wills Dissolve, banda estadunidense de Progressive Death Metal formada em 2015, porém com apenas um álbum na bagagem, estreando em 2018. Seu primeiro e único trabalho, “The Heavens Are Not On Fire...”, é caracterizado por apresentar uma excelente linha instrumental com muitas variações de ritmo característica das bandas já consagradas no cenário progressivo, além das clássicas longas composições. Logo na primeira faixa, que carrega o título do álbum, temos uma ótima visão da proposta da banda, com uma belíssima introdução com um violão dedilhado e um solo choroso (elemento que se tornará bastante presente no decorrer do álbum), acompanhado por sinos, que ao ser introduzido um solo de bateria desenvolvido por Branson Heinz, que mais adiante usa e abusa dos pedais, logo dão espaço para as guitarras distorcidas de Nick Block e Andrew Caruana (ambos nos vocais) que possuem sua sonoridade reforçada pelo gravíssimo contrabaixo de Shaun Weller (também assumindo um dos vocais), que ao longo das demais faixas, utiliza de linhas destacadas das guitarras, as vezes incrementando rápidos solos. Não se pode dizer que há faixas velozes e calmas estritamente, pois ambos os elementos flertam entre si em cada faixa, havendo momentos de pura fúria e guturais trovejantes com riffs agressivos e velozes a momentos com vocais limpos e instrumental acústico, com presença de teclados em alguns momentos. Salvo a exceção da última faixa, “11-13-1833”, que além de ser a mais curta do álbum, com duração na casa dos 3 minutos, é apenas instrumental, com violões e piano, dando um toque melancólico na saideira. Um detalhe que não se deve deixar de lado são as relações com demais artes que a banda aparenta se ter, sendo o título de cada uma de suas faixas formando trechos que juntos dão uma frase, revelando da natureza quase poética da banda, além da belíssima pintura na arte da capa.

Algumas faixas, como a segunda intitulada “So Do Not Mistake These Ashes”, apresentam inclusive uma musicalidade muito próxima da fase mais antiga da banda Opeth especialmente no álbum “Watershed” (uma possível influência), com melodias distorcidas e velozes batidas, porém acompanhadas do vocal limpo, dando o bom e velho contraste melodia versus peso.

 
  
Apesar de poucas faixas, não há de forma nenhuma uma experiência “momentânea” em ouvir, pois cada música se trata de praticamente uma viagem sonora. Com excelente instrumental, peso digno de bater cabeça entrelaçados com abrasivas passagens acústicas que logo nos remente a outros “estados de espírito”, Wills Dissolve traz um ótimo material, perfeitamente recomendado para fãs de Prog. Metal, Prog. Death, e mais especificamente, fãs de bandas como Opeth, Novembers Doom ou Barren Earth.


Banda:
Nick Block - Guitar, Harsh Vocals
Andrew Caruana - Guitar, Clean and Harsh Vocals
Branson Heinz - Drums and Percussion
Shaun Weller - Bass, Harsh Vocals





Contato:
willsdissolveband@gmail.com