segunda-feira, 21 de maio de 2018

ASKE: “'Broken Vow' é um trabalho inovador" - (ENTREVISTA EXCLUSIVA)


Do “Once...” ao “Broken Vows” a evolução é incrivelmente notória na banda paulista de Death Metal ASKE, um nome que vem se destacando a cada dia mais no underground brasileiro. Hoje conversamos com seu guitarrista, Lucas, para saber mais sobre esta evolução, e também de seus projetos atuaus e futuros, confira:

Fale de forma resumida um pouco sobre a banda. Desde seu início até os dias atuais.

Lucas - A banda existe desde 2009 quando o Filipe Salvini (baixista e vocalista) e Paulo Roberto (antigo vocalista), juntaram composições e letras e decidiram por iniciar um projeto de metal extremo, onde conseguiriam expor de forma clara  as ideias. Em 2014 foi lançado o primeiro full lenght intitulado “Once...” contendo 10 faixas e no ano seguinte, eu (Lucas Duarte), fui convidado a me juntar ao grupo. Após alguns shows e meses de trabalho, divulgamos o videoclipe da faixa “Übermensch”. No decorrer dos próximos anos houveram varias mudanças na formação, que se estabilizou em 2017 com o duo Filipe Salvini e Lucas Duarte para a apresentação do EP “Broken Vows”, lançado nas principais plataformas digitais pela Sangue Frio Records.

Hoje, como você classificaria o trabalho do grupo? E quais as principais influências da banda?

Lucas - A raiz do Aske é o metal extremo. Nós dois temos influencias diferentes, variando de Heavy Metal até o Black/Death Metal, mas quando juntamos nossas experiências e gostos, nosso trabalho se mostra inovador e difícil de classificar em um único gênero (risos).

Se vocês fossem destacar uma música para apresentar a sonoridade do Aske a alguém, há alguma composição que vocês acham que representaria de forma clara a banda?

Lucas - Eu indicaria a "Menschwerdung", é a segunda faixa do EP "Broken Vow". É uma musica bem trabalhada e dinâmicamostra bem o modo como gostamos de trabalhar nos instrumentos e trás uma ideologia reflexiva. 

Vocês lançaram recentemente o álbum  “Broken Vow”, como está sendo a  recepção por parte do público?

Lucas - Muito boa. Todos os sites que fizeram uma resenha desse EP, o descreveu como original. A crítica foi construtiva e benéfica.
Quanto aos fãs, receberam o trabalho com muito otimismo nessa nova fase, sempre recebemos algum comentário positivo, seja por redes sociais ou pessoalmente.

Ouça no Spotify:


Encontre nas demais plataformas digitais: https://sanguefrioproducoes.com/n/1213 

Ouvindo o atual EP, vi uma evolução considerável para os antigos trabalhos. Vocês acham que “Broken Vow” pode ser considerado um divisor de águas para o grupo?

Lucas - Acredito que sim, “Broken Vow” é um trabalho inovador, podemos dizer que é mais “maduro” do que os lançamentos anteriores, no bom sentido, claro. Além disso, é o primeiro trabalho onde pude contribuir no processo de composição.

Como funciona a parte de composição do Aske?

Lucas - Eu e o Filipe construímos os instrumentos das musicas de forma que nos agrade e que achamos estar bem estruturada para leva-la adiante. As letras são elaboradas e escritas pelo Filipe, acabo delegando essa função/parte pois a criatividade e qualidade das letras dele são de longe melhores que as minhas (risos).
Esse processo não obedece obrigatoriamente uma ordem, podemos ter ideias individualmente e depois junta-las ou compor juntos, depende do momento, do que estamos vivendo, buscamos compor para expressar nossos sentimentos.

O que acham que pode ser descrito como inesquecível para a banda estes anos? Tanto pelo lado positivo quanto negativo se houver.

Lucas - Um acontecimento inesquecível foi o processo de gravação e lançamento do videoclipe da musica "Übermensch". Durante a gravação adquirimos muita experiência de como é fazer esse tipo de trabalho, nos empenhamos bastante, e entre uma tomada e outra muita coisa engraçada acontecia,também houve momentos de tensão e estresse por conta do cansaço, mas no geral, nos divertimos. Foi realmente memorável.


Como você vê a cena na sua região? Há muitos eventos? É uma cena unida?

Lucas - Na nossa cidade, é muito raro eventos onde bandas de metal extremo se apresentam, mas quando ocorrem, sim, as bandas se juntam para realizar uma ocasião especial e muito bem organizada.
Tivemos oportunidade de tocar em outras cidades algumas vezes por meio de convite de outras bandas da região, olhando por esse lado, digo que sim, a cena é bem unida, uma banda sempre ajudando a outra.


Conte-nos, quais são os projetos futuros da banda. Podemos esperar um novo álbum?

Lucas - Continuamos registrando ideias, riffs e letras para compor algo novo e que "pire" a cabeça de quem ouvir, esse é o propósito (risos). Quanto a um novo álbum, futuramente queremos lançar sim, mas ainda não temos uma previsão.

Lucas, muito obrigado pela entrevista! Sinta-se à vontade para deixar algumas palavras para os fãs.

Lucas - Muito obrigado pelo espaço Chama do Metal, um grande abraço para vocês e para toda a galera que nos acompanha e curte nosso som, somos muito grato a todos vocês!.

Aske é:
Filipe Salvini – vocal/contrabaixo
Lucas Duarte – guitarras

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Resenha Valediction - The Primitive Architecture

 
Apresentando com muito prazer, direto da Irlanda, formada em 2005, porém, com atividades finalizadas (infelizmente) em 2014, Valediction, que apesar da ótima qualidade de seu trabalho, não “vingou”, produzindo apenas uma demo de 2008 e um único álbum de 2011. Com um Melodic Death Metal de extrema qualidade, com riffs criativos e bem trabalhados, o álbum “The Primitive Architecture”, apresenta uma pegada acelerada, semelhante com bandas de Melodic Death finlandesas, com mais velocidade e a presença de teclados para harmonizar com o peso das guitarras, tornando perceptível uma provável influência. O álbum conta bastante com pegadas atmosféricas e, inclusive, passagens que lembram/remetem ao sinfônico, iniciando o álbum com uma bela e curta introdução “Descent”, repleta com corais sintetizados, preparando o ouvinte para belíssima faixa dois, “Moment Of Decay”, que dá a ignição com velocidade e um atmosférico teclado de fundo, com breakdowns acompanhados pelos corais sintetizados, que se fazem muito presentes no álbum, como uma marca registrada até chegar aos característicos solos melodiosos de guitarra no fundo que acompanham os refrãos. Os tradicionais solos harmoniosos dos refrãos também são executados com teclados, como apresentado na terceira faixa “The Primitive Architecture”, que carrega o título do álbum, dando o verdadeiro exemplo de como casar potentes e pesados riffs de guitarra que são reforçados com o contrabaixo, mais os guturais graves com melodia, onde os insanos solos de teclado soam como algo “digitalizado”, podendo assim dizer, presentes no início da música.

Passagens em piano estão presentes também na emocionante faixa sete, “The Bleeding Tower”, que reforça com envolventes riffs durante o refrão, e com um rápido e repentino solo que logo devolve o espaço para os refrãos. Inclusive, esta faixa pode ser ouvida em vocais limpos na versão da demo de 2008.
Há faixas bem tradicionais como a faixa seis, “Siege Of Dis” (que particularmente, inicia de uma forma que lembra muito o início de algumas músicas da banda Dark Traquillity), e outras que remetem completamente a identidade da banda como a faixa quatro intitulada “Transcendent”, que traz o seu sempre presente elemento atmosférico com os teclados, algo que novamente lembra corais.

O álbum também conta com excelentes solos de guitarra, carregados de muito feeling, como os presentes em “Moment Of Decay”, “Siege Of Dis” e um calmo solo de baixo em “Transcendent”. A décima faixa, “The Nights Eye”, mostra porque os teclados devem ser vistos com destaque na banda, com uma verdadeira pegada finlandesa ala bandas como Children of Bodom, Kalmah, Imperanon, etc. mas não o comparando por completo, devido as peculiaridade presentes em Valediction que a distingue muito, apresentando uma verdadeira originalidade em seu som, como por exemplo na explosiva e sombria faixa oito, “Above The Horizon” (que tem o mais viciante refrão, digno de dar replay após ouvir a música, diga-se de passagem).

 

Carregada de uma verdadeira identidade própria, mesmo com as claras influências, embora infelizmente a banda não se encontra mais em atividade, deixando-nos com um impressionante material a ser apreciado, e extremamente obrigatória para amantes (assim como eu) de Melodic Death Metal em geral.

 
Formação:
Martin - Vocals
Foster - Rhythm Guitar
Huzy - Lead Guitar
Kev B - Bass/Synth/Backing Vocals
Ryaner - Drums

Ex Membros:
Lar Fraser - Vocals
Cillian Waters - Lead Guitar
Robert Voigt - Keyboards
Kev Fox - Drums

Contato:

Mais Informações: 


Autor da Resenha: Eduardo Ronconi
 

SHOW: Spiritual Hate se apresentará no 5º aniversario dos Fugitivos da Morte


A banda irá se apresentar junto a banda Chaoslace, o evento ocorrerá no dia 09 de julho 2018 em Caraguatatuba - SP. No local do  evento contará com:

Areá de Camping • Churrasco • Expositores • Tattoo • Troféus MC'S • Café da Manhã.

Entrada custará apenas R$ 5,00 ou 2kg de alimento.

O evento fica localizado em: Espaço Monalisa, Avenida Geraldo Nogueira da Silva, 364, Praia das Palmeiras, Caraguatatuba - São Paulo. Em frente ao quiosque 43.


Contato Spiritual Hate:

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Resenha Bucovina - Nestramutat


Achei que já havia resenhado o primeiro álbum desta ótima banda romena que foi lançado em 2013, (Sub Stele) afinal eu sempre mencionei para meu circulo de conhecidos este grupo como uma das grandes revelações do Folk Metal nos últimos anos. E não é pra menos, pois em pouco tempo o grupo já conseguiu moral o bastante pra vir no já tradicional evento, THORHAMMERFEST, que acontece aqui na nossa terra. A razão do grupo ascender tão rapidamente é muito simples, composições simples mas criativas. Composições com um limite de tempo de 04 minutos, quase que usando uma fórmula prescrita, mas sempre alternando as melodias e nunca soando maçante como o Folk Metal algumas vezes pode soar se não for executado de maneira, digamos, “inteligente”. Vou usar um exemplo pessoal: por muito tempo fui aficionado pelo gênero que o grupo romeno pratica. Com o passar do tempo e quanto mais bandas conhecia, percebi que muitas usavam os mesmos riffs, caiam na mesmice e chatisse, tirando grandes grupos do gênero, tais quais, Eluveitie, Korpiklaani, Ensiferum, Metsatoll, outros grupos pareciam cópias mal feitas e acabei me afastando deste sub-gênero tão agradável e dançante. Bucovina, trás todos os pontos positivos, apesar de não ser tão dançante como Korpiklaani ou tão místico como Eluveitie. Apesar de achar o primeiro álbum ainda melhor que este novo trabalho, que soava um pouco mais agressivo, mais puxado para linha do Viking Metal, não é possível negar que a banda ganhou consistência e soa mais madura. Pra mim é impossível citar uma música destaque, todas soam ótimas e são um prato cheio pra quem carece de Folk Metal nos dias atuais.
 

 
Ah, sobre a capa do álbum. Uma bela arte que por si só já chama a atenção e requisita a audição do álbum. Arte condizente com a qualidade musical. Ouçam sem remorsos, e jogando algum game de RPG de preferencia, heh!.
 
 
Formação:
Crivat - Guitar, Vox
Luparul - Guitar, Vox
Mishu - Drums
Jorge - Bass
 
Contato:
 
Mais Informações:
 
 
Autor da Resenha: Guilherme Thielen(Niflheim)

Hell's Ambassador e Kromorth Revelam lançamento de SPLIT!

ARTE POR: EMERSON MAIA
     
A banda Hell's Ambassador   anunciou dia 17/05/2018 em suas redes sociais o lançamento de um split junto a banda Kromorth. O Split tem previsão de lançamento para o final do semestre que vem,  selos ainda não revelados. Mais informaram que conterá com 04 faixas inéditas de cada banda para o split, que  foi intitulado de "Inverse Inquisition" . A arte da capa foi criada por Emerson Maia (Artista Bahiano, que  já fez capas para: Inferus, Myrkgand, Escarnium, Patria, ETC...). Mais detalhes sobre o split ainda serão   revelados em breve.

Fonte: Diabolicum Productions

Facebook das bandas:

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Eternal Sacrifice: Banda disponibiliza música inédita que integrará o vindouro álbum, ouça agora!


Completando 25 anos de carreira, o ícone do Pagan/Black Metal brasileiro, ETERNAL SACRIFICE, anunciou seu mais novo trabalho.

Ainda sem o título divulgado, o novo álbum chegará ao público no segundo semestre de 2018 e contará com 10 músicas conceituais. Para fomentar ainda mais seus seguidores, sedentos por este vindouro material, a horda divulgou a faixa "Chapter I - The Three Mashu’s seals - The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred área)", ouça agora:


Gravado no estúdio baiano SD Estúdio, e produzido pelo vocalista Anton Naberius, o novo trabalho da banda será lançado pelo selo Hammer of Damnation, na versão física e Sangue Frio Records em âmbito digital. Em breve será divulgado mais informações sobre este álbum, bem como nome, capa e tracklist, aguarde.

Em outras notícias, o ETERNAL SACRIFICE foi destaque no site da Roadie Crew, onde concedeu uma entrevista para o mesmo. Em um bate papo conduzido por Éden Lozano, Naberius falou um pouco mais sobre a trajetória do grupo, formações, método de composição e muito mais, confira: https://roadiecrew.com.br/eternal-sacrifice/

Contato para shows: eternalsacrifice666@hotmail.com

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Fonte: Sangue Frio Produções

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Resenha Dying Out Flame - Shiva Rudrastakam



Nesta resenha lhes apresentarei o que temos de melhor no cenário brutal do Metal. Fica até um pouco difícil descrever, de forma precisa o gênero desta banda: uma vez que algumas de suas músicas tendem à oscilar bastante do Oriental Metal e, noutro momento, as canções partem para o Brutal Death Metal. Uma constante oscilação quanto à identidade dentro de suas canções. A banda da vez chama-se "Dying out flame". O curioso é que esta banda é oriunda do Nepal. Mais paradoxo do que isso é encontrar uma boa banda do Afeganistão, e olha que não faltam bandas de lá, mas enfim, voltemos ao foco primordial. Dying out flame está em ação desde o ano de 2011, e desde então somente lançou este riquíssimo trabalho intitulado "Shiva Rudrastakan. Banda formada por um quarteto no qual, tem em suas letras, abordagens sobre, por exemplo, literatura védica; espiritualismo; filosofia hindu; entre outros temas. Há quem diga que a banda ainda execute um Tech-Death Metal mas, não que eu discorde só que, acontece que a banda mostra um propósito um tanto quanto diferente da rotulagem anterior citada dentro da execução de suas canções. Isto pois Dying out flame, em muitas das vezes, remete e muito à bandas como Krisiun e Deicide: seja pela brutalidade dos acordes e da pegada da bateria, seja pela brutalidade do vocal de Aabeg Gautam, onde o mesmo incorpora um verdadeiro "Deathmetaller" na execução de seu vocal para com as canções, tornando-se um "demônio" quando cantando. O álbum conta com seis faixas das quais são precisas e brutais. De passagem, temos algumas partes onde percebemos a influência de músicas orientais/islâmicas/hindus, compondo uma base melódica nas canções dos nepaleses (mas reforçando: só de passagem mesmo!). 
 


As canções mostram-se grotescas e extremas, ou seja, a total brutalidade e insanidade fora alcançada pelo grupo. Por hora é só isso o que eu posso relatar acerca do que pude ouvir e interpretar. Mais preciso do que isso, somente parando e ouvindo este belo trabalho, e preparando o psicológico também. Para fãs de Canniball corpse; Dying fetus; Nile; Behemoth; Belphegor; etc, Dying out flame é uma ótima escolha para começar bem a semana!.  
 
Faixas:
1. Praise of the Omnipresent One
2. Shiva Rudrastakam
3. Eternal Mother of Great Time
4. Vayuputra
5. Maisasura Maridini
6. Trinetra Dhari (Three Eyed One)
 

 Integrantes:
Bikalpa Chaudhary - (Guitarra base/solo))
Prachanda Amatya - (Bateria)
Saujanya Pahadi - (Guitarra base/solo)
Aabeg Gautam - (Vocal e Contrabaixo)
  
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Autor da Resenha: Leonardo Reis
 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Resenha Feared - Synder


Lançado em 2015, podendo dizer, que se os álbuns anteriores vinha com muito gás, este veio com gás inflamável e fogo junto. Sendo o sexto álbum da banda, trazendo seu diferente Death/Thrash de sempre, porém com uma pegada muito mais agressiva e veloz que nos álbuns anteriores, Synder está beirando ao Death, trazendo elementos antes presentes, agora mais intensificados, sem perder a tradicional criatividade nos riffs geniais de Ola Englund (guitarrista), porém, mostrando a face mais pesada da banda.
Após a intro da faixa um “Synder”, a segunda faixa “Your Demise” apresenta a proposta do álbum, com blast beats mais presentes do que nunca acompanhados de acelerados riffs e o mais grave gutural de Mario Ramos. Tal proposta mostram a cara do novo álbum, como pode também ser notado na faixa dois “Of Iron And Ashes”, que possui um dos riffis iniciais mais velozes do álbum, que a acompanhado pelas batidas explosivas da bateria, soam violentamente frenéticos. Na faixa cinco, “My Grief, My Sorrow”, vemos uma pegada que lembra mais os álbuns anteriores, especialmente o Vinter de 2013, trazendo uma pegada mais lenta com mais ênfase na técnica, e as cadências com breakdowns e alguns elementos melódicos, dando aquela sensação viciante de dar replay após o fim da música. A tradicional pegada sombria da banda também está presente na faixa sete, “By Silent Screaming”, com as clássicas pegadas menos fulminantes e mais melódicas e lentas, que dão um ar mais obscuro ao som.
 
Também é possível perceber no álbum que as linhas de guitarra aparentemente estão soando mais sujas e distorcidas que anteriormente, sendo possível perceber na faixa nove, “My Own Redemption”, que nos presenteia com um riff viciante e suave como uma martelada. Caóticos riffs estão presentes nas faixas onze e doze, “War Feeding War” e “The Narcissist”, que durante o desenvolvimento, principalmente “The Narcissist” mostra seu lado mais voltado ao Death.
 
  
 Com uma sonoridade mais bruta, o álbum mostra claras influencias mais pesadas para a composição, em um verdadeiro “vou quebrar tudo porra!”, carregado de blast beats e guturais mais graves do que de costume, a banda literalmente extravasa a raiva, sem falara da excelente arte da capa do álbum, que revela o qual obscuro o álbum está.
 
 
Formação Atual:
Guitars - Ola Englund (THE HAUNTED, ex SIX FEET UNDER)
Bass - Jocke Skog (ex CLAWFINGER, AECKEL)
Drums - Kevin Talley (SUFFOCATION, ex DYING FEETUS ex BLACK DAHLIA MURDER)
Vocals - Mario Santos Ramos (DEMONOID) 
 
País: Suécia 
 
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Itunes 
 
 
Autor da Resenha: Eduardo Ronconi 
 
 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Divulsor: “Defiled Corridors of Ruptired Oblivion” já está disponível nas principais plataformas de streaming, ouça agora!


Isso mesmo! Agora está ainda mais fácil de ouvir o Brutal/Death Metal do ‘one-man-band’ DIVULSOR e seu atual trabalho, “Defiled Corridors of Ruptired Oblivion”.

Após uma forte parceria com a Sangue Frio Records, o EP - que já havia sido lançado no formato físico pela Sevared Records - já pode ser encontrado nas principais plataformas digitais, confira abaixo alguns links já disponíveis:

Amazon Music: http://a.co/hIKdFfC
Google Play Music: http://bit.ly/Divulsor_DCORO


Em outras notícias, o DIVULSOR divulgou recentemente que está sua agenda de shows aberta para dar suporte a divulgação do álbum supracitado. Como a banda possui apenas um único integrante, é muito mais fácil, financeiramente e logisticamente, leva-lo para seu evento, escreva para divulsor@gmail.com ou contato@sanguefrioproducoes.com e solicite mais informações.

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Sites relacionados:
Fonte: Sangue Frio Produções

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Resenha Unlight Domain - Ruins Of Creation


Unlight Domain é uma banda de Black Metal oriunda de Cuba. Ruins of creation é o primeiro Full-Lenght do grupo, produzido e lançado no ano de 2013. Mas antes deste excelente trabalho, o trio cubano já havia lançado três Demos e um Split, ou seja, Ruins Of Creation é somente mais uma consequência (positiva) da insistência do grupo em querer divulgar seu trabalho dentro do cenário do Metal. Para isso, a banda luta pela consolidação deste empreendimento desde o ano de 2005. Do mesmo ano, Unlight Domain surge como projeto baseado na ideia de Iván Leonard, que assume o posto de guitarrista e produtor; e Jordany Pérez que até este momento era baterista da banda Puertas Negras". Com eles, se juntam José Blanco no vocal e mais adiante Liúber Sobrino – este era integrante da banda Amenthis – no contrabaixo. A ideia da formação da banda foi concretizada no dia 6 de junho de 2005.
 
 No dia 29 de julho é lançado a primeira Demo do grupo contendo o mesmo nome da banda. Daí em diante muito suor foi derramado para a possível realização do quarteto musical que era a de propagar o nome da Unlight Domain para o exterior de Cuba.
O que difere muito Ruins Of Creation de outros álbuns de outras bandas que contém a mesma "pegada" é a mixagem. Esta por sua vez foi muito bem aplicada para com as músicas da banda – sendo que na grande maioria das bandas de Black Metal a sonoridade é um tanto ruim – sem querer desmerecer o trabalho do pessoal que trabalha neste ramo – já com a premissa da propagação de uma mensagem obscura/melancólica, sejam as temáticas abordando religiões, sejam elas abordando política (ou qualquer outro tema que se vincule ao subgênero). Com isso a sonoridade das canções do álbum descrito aqui é muito bem definida/nítida a qualquer um que ouça esta maravilhosa obra. Outro aspecto que difere um pouco Ruins Of Creation de outros trabalhos é a sequência de Riffs: por vezes nos deparamos com influências que vêm do Death Metal e também do Thrash Metal, enriquecendo assim ainda mais o álbum. É muito perceptível em alguns momentos algumas influências em Morbid Angel (Riffs que não compreendem a famosa técnica "palma muda" – adotada por alguns músicos). 

Ruins Of Creation conta com onze canções que tiram o fôlego do ouvinte, todas sendo precisas: "soco na cara"! O alinhamento das guitarras junto dos "Blast beats" da bateria dão um grau supremo de agressividade, impondo um ar grotesco para com a proposta do álbum com o passar da execução das canções. Um outro aspecto legal do álbum é a presença de Riffs que abrangem todas as cordas da guitarra (técnica típica do Black Metal) evitando assim um ar de estagnação musical. Uma forte presença neste álbum é a do contrabaixo, onde nos deparamos com algumas linhas complexas junto à distorção (outra característica importante do Black Metal – distorção) agregando na virtuosidade das canções. A presença de solos é um pouco escassa – seja de guitarras, seja de contrabaixo. Para suprir esta demanda, o vocal se mantém no gutural rasgado de maneira integral! 
 
 
A temática da banda oscila bastante entre ocultismo/paganismo e antropologia (ou críticas à humanidade). E assim Unlight Domain mostra-se uma banda completa capaz de reter adeptos imensuráveis para a sua propagação.

Canções do álbum:
1 - Summon
2 - Pagan Lore
3 - Dressed in Twilight
4 - The Age of Man
5 - Blacken
6 - Twisted Map of Hell
7 - Deus Ex
8 - Masters of Frustration
9 - Ritual of The Six
10 - Rising Demise (Inner Demons II)
11 - Beneath The Mask
 
  
Formação: 
José Blanco - Vocal
Iván Leonard - Guitarras 
Liúber Sobrino - Baixo
Jordany Pérez - Bateria  
 
Contato:
 
Mais Informações: 


Autor da Resenha: Leonardo Reis

terça-feira, 8 de maio de 2018

Resenha The Faceless - Authoteism


É com um imenso prazer que resenho esta manhã Authoteism, terceiro Full-Lenght da banda americana de Technical Death Metal, The Faceless. Lançado no ano de 2012. Uma das bandas mais incríveis que tive o prazer de ouvir (na verdade, ainda tenho!). Antes de mais nada creio, seja interessante mostrar o porque desta banda ser um diferencial imenso quando se tratando de música; também pelo fato de fazer um Technical Death Metal que se sobressai com relação à outras bandas. No ano do lançamento do álbum, a banda era composta pelos seguintes integrantes: Geoff Ficco, no vocal; Michael Keene, na guitarra solo e vocal de apoio (e que voz! Dando o suporte necessário para incrementar na beleza das canções) – também é o membro fundador da banda –; Wes Hauch, na guitarra base; Evan Brewer, no contrabaixo (confesso que Evan é um dos melhores baixistas que já ouvi até os dias atuais – aos que ainda desconhecem este grande baixista, deixarei o link após esta resenha para que possam se ater à instrumentalidade deste grande músico/compositor!); e na bateria, temos Alex Rudinger, que hoje também é membro de outra banda americana de Instrumental Technical Metal, Conquering Dystopia (que conta com Jeff Loomis, Keith Merrow e Alex Webster – nada demais né?). 

Em minha última resenha (sobre o álbum “The Goat of Mendes”, da banda inglesa Akercocke) citei que um dos propósitos da banda em questão era a abordagem ferrenha ao satanismo. Desta vez, o foco é outro. Diria que é uma forma de contra argumento: The Faceless se atém a temas voltados a críticas religiosas. Mas muito mais do que somente críticas. Percebo que suas letras (no álbum em questão) são voltadas totalmente ao ateísmo. Para isso basta conferir a letra da terceira faixa do álbum em questão: Autotheist Movement III: Deconsecrate. Onde num determinado trecho, a canção desafia os valores primordiais da religião (para isto, peço que confiram trecho por trecho, pois vale muito a pena!). Não só a letra como também o clipe oficial em questão (neste caso as críticas são voltadas também à Igreja enquanto instituição político-ideológica). 

A magia do álbum já começa já nos primeiros 15-17 minutos, onde presenciamos uma trilogia musical: Autotheist Movement I: Create; Autotheist Movement II: Emancipate e Autotheist Movement III: Deconsecrate (este último já citado anteriormente). A primeira faixa tem um início pacífico e apresentador: tanto da proposta do álbum quanto na musicalidade e mensagens que se envolvem junto às letras. É simplesmente um início arrebatador e épico. Da maneira que a canção começa, termina: pacífica e envolvente (admito que ela chega a ser arrepiante, pois o nível do feeling musical é muito grande – nesta canção somente Michael Keene canta). Do término desta canção, emenda-se a segunda em questão. A “porrada come solta” e os atributos do Technical Death Metal entram em cena junto com a voz colossal de Geoff Ficco. Há também um jogo de break downs, conforme a canção vai sendo executada: contrabaixo, pedais da bateria e guitarras em perfeito alinhamento. Vale lembrar que os solos executados por Michael Keene são um dos melhores que já ouvi. Combinam perfeitamente com as canções e dão um clima perfeitamente inexplicável: melancolia com um árduo ar de raiva. A segunda parte da canção termina com um lindo solo de guitarra (a guitarra chora até não poder mais!) e nisso, temos o início da terceira e última parte desta magnífica arte. Deconsecrate possui elementos das duas canções anteriores, mas o diferencial se dá no meio da canção: um lindo e desconcertante trecho de saxofone, da autoria de Sergio Flores. 

Terminando esta trilogia, temos muito mais de música desconcertante e boa, realmente muito boa! “Accelerated Evolution” é a canção pós-trilogia do álbum. O impacto ao ouvir esta canção não se dá tanto pela instrumentalidade em si (na verdade está é muito bem executada, não mostrando-se inconveniente em momento algum – prova disso são os solos executados por Michael Keene), mas a letra em questão, os trajetos líricos da canção. (para isso, sugiro que leiam a letra da canção em questão, também!). Esta também é uma canção em que Geoff Ficco e Michael Keene oscilam em sua perseverança vocálica: enquanto um dá sua introdução, o outro complementa com traços atmosféricos e impactantes (condensando ainda mais a elementaridade dentro desta canção). O mesmo se dá em “The Eidolon Reality”: Keene dá sua introdução e Ficco sua contribuição para finalizar as passagens musicais. Tem-se também aspectos do Djent Metal nos riffs de Keene (nada de novo, pois na trilogia deste álbum é muito perceptível a influência de Keene com relação ao Djent). “Tem Billion Years é a canção que dá segmento ao Full-Lenght. Confesso que esta canção, além de muito bem trabalhada, chega a ser emocionante, principalmente no momento em que se intercalam nos vocais, Ficco e Keene: a canção, de bruta e seca (ainda mais se levar em consideração a letra), se torna mais melancólica e flexível (musicalmente e emocionalmente falando). E mais uma vez Keene, com seus solos límpidos e emocionantes, destrói e detona nesta canção (devemos levar em consideração a base desta música também, ela remete a um clima mórbido/sombrio).

“Hail Science” é a única música instrumental do álbum e que, ao meu ver, dá início à suposta segunda parte do álbum. Dando ao ouvinte novas expectativas daquilo que está por vir nas próximas faixas. Ela é breve e, no seguinte momento, entra em cena “Hymn of Sanity”. Esta canção é totalmente breve (tanto é que sequer chega a completar 3 minutos). Esta canção remete muito aos trabalhos anteriores da banda como, por exemplo, “Planetary Duality” e “Akeldama” (com exceção da Demo lançada em 2006, The Faceless possui estes dois álbuns citados acima), onde as canções são diretas e com poucas elementaridades melancólicas. Simplesmente Technical Death Metal: brutalidade com passagens musicais coesas. É na faixa-término que eu dou total significação para aquilo que o álbum representou para a minha pessoa. “In Solitude” é a mais bela canção; a mais emocionante (não só pelas passagens acústicas), mas porque remete ao início do álbum, onde Keene incorpora um astuto músico (algo que ele é!) com sua megalomaníaca voz. Um brilhantismo vocálico insuperável. É algo necessário para uma canção que termina com todo um conglomerado musical antes descrito aqui (um álbum deve ser, ao mesmo tempo, teatral, brutal, emocionante e com um tema abordado de forma linear e não-linear, independente da brutalidade; deve-se ter coesão e conexão). Após Ficco assumir os vocais, a canção se torna ainda mais sublime e as guitarras culminam com suas melancólicas passagens, até que, no momento em que a canção se torna mais bela possível, Ficco e Keene dividem o campo sonoro e enquanto um atém-se ao vocal gutural, o outro objetiva-se a usar um vocal lírico e melódico (Ficco e Keene, respectivamente). Há duas passagens com esta característica. Até que, infelizmente, a faixa tem de terminar. “In Solitude”, junto com a trilogia musical do álbum, é a canção mais enaltecedora que se pode ter. Um trabalho árduo e complexo.

 
  
Há boatos de que a banda irá lançar mais um Full-Lenght ainda neste presente ano. Esperamos que seja um trabalho tão complexo e carregado de um “emocionalismo” exagerado como foi Autotheist; e com algumas participações extras, enriquecendo no que concerne à variabilidade musical e sua riqueza também. 
 
  
Formação Atual:
Michael Keene - Guitar/Vocals
Ken Sorceron - Vocals
Justin McKinney - Guitar
Bryce Butler - Drums 
  
Contato:
 
Mais Informações:
Itunes 


 Autor da Resenha: Leonardo Reis

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Resenha Melechesh - Enki


Uma banda totalmente paradoxal se comparado aos costumes orientais desde os dias mais remotos até aos dias aos quais presenciamos. Melechesh é o tipo de banda inovadora em seu ramo e traz consigo toda uma horda revolucionária musical. Contrastando as características político-religiosas mais o fundamentalismo/extremismo oriundo daquela região compactada em música. Verdade seja dita, mas os integrantes do grupo tiveram de se retirar de seu país natal (Israel) por motivos “profissionais”/pessoais e se realocarem para outras localidades (França e Holanda) para, supostamente, manterem sua segurança, isto para se ter uma noção da periculosidade que se havia de estar habitando/trabalhando naquela localidade, propagando mensagens contraditórias com relação ao povo; cotidiano; mito-religião; entre outros aspectos que muitos acharam inadmissíveis daquela região; vindo de uma banda na qual os integrantes eram israelenses. Provando assim que, de maneira indubitável, o(a) fanatismo/cegueira está rumando para com relação à fragmentação musical com o intuito de deteriorá-la. Enfim, vamos ao que interessa. Enki é um dos trabalhos mais impecáveis e incríveis que tive o prazer de ouvir. Produzido no ano de 2015 (ainda é um álbum fresquinho – saído do forno), é um trabalho totalmente revolucionário que traz elementos orientais (característica primordial da banda) e uma imensa progressividade; por isso, muitos rotulam a banda como sendo “Mesopotamic Metal”; “Oriental Metal”; “Black Folk Metal”; “Prog. Black Metal”; entre outros atributos. Como citado anteriormente, Melechesh é uma banda de Israel e traz em suas letras a mitologia mesopotâmica; entre outros temas. O álbum conta com nove faixas alucinantes e muito bem trabalhadas; não há nada (ao meu ver) de maçante nas composições e passagens. Tudo muito bem esquematizado e encaixado, de maneira lógica e complexa. 
 
 
As duas primeiras faixas (“Tempest Temper Enlil Enraged” e “The Pendulum Speaks”, respectivamente) demonstram perfeitamente o que estou escrevendo. Muita velocidade e complexidade alucinógenas sobrecarregadas nos riffs e batidas da bateria. Canções muito bem trabalhadas que deixam o ouvinte na seguinte dúvida: ou estudar de maneira eficaz a estrutura destas canções (de maneira matemática e lógica) ou “bater cabeça” de maneira explosiva, deixando-se levar pela pegada das canções. “Lost Tribes”, sendo a terceira faixa, com participação mais do que especial de Max Cavalera (ex-Sepultura, ex-Nailbomb, Soulfly, Cavalera Conspiracy, Killer be Killed), que com seus urros deixam a canção mais amedrontadora e inspiradora. Música totalmente complexa do início ao fim, remetendo à cultura árabe-oriental e demais costumes daquela região/civilização. E sem dúvidas uma das melhores canções do Full-Lenght. “Multiple Truths” e “Enki - Divine Nature Awoken” vêm logo em seguida, dando continuidade à sagaz obra israelense. Sendo a quarta e quinta faixa respectivamente, sendo esta última a minha preferida por ter uma imensa complexidade e agressividade mais uma progressividade que nenhuma outra canção consegue se aproximar (com exceção da última faixa – “The Outsiders” – que quase chega lá, mas é mais por seu tempo de duração (e progressividade ´também, convenhamos). E seguindo a mesma linha do álbum, “Metatron And Man”; “The Palm The Eye And Lapis Lazuli”; “Doorways To Irkala”; e “The Outsiders” (como citado pouco antes; sexta, sétima, oitava e nona canções respectivamente)finalizam o álbum com maestria e destreza: características práticas para profissionais do ramo (que é o que são os integrantes do Melechesh). Enki é um trabalho inovador e megalomaníaco que, paulatinamente, vai conquistando fãs pela sua estrutura consolidada e repercussão no mundo do metal. A mixagem das aparelhagens foram encaixadas e executadas de maneira sólida e impecável dando um ar de “não irritabilidade” quando ao ouvir as faixas (algo fundamental para agregar para com relação ao clímax das canções). E é desta maneira que lhes apresento mais uma obra que deve ser muito respeitada e louvada! E que venham mais álbuns neste patamar e nesta complexidade. E que venham também mais músicas desafiadoras quando no ramo político-cultural. Pois é assim que a música (Metal) vem se consolidando: sendo extremamente verdadeira; realista e leal para com as causas de nossa era. Sendo assim, incomodando muita gente neste mundão (quebrando a maneira tradicional de se pensar a política da vida).
 
 
Formação:
Ashmedi - vocals / guitar
Scorpios - bass/backing vocals
Moloch - guitar
Lord Curse - drums
 
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Mais Informações:
 

Autor da Resenha: Leonardo Reis

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Resenha Rivers Of Nihil - Monarchy



Rivers of Nihil é uma banda Norte Americana de Technical Death Metal, formada em 2009, que possui dois EPs e dois álbuns na bagagem, sendo este, “Monarchy”, lançado em 2015.  Rivers of Nihil é uma banda que (em minha opinião) está entre as que dividem o Technical Death em duas vertentes, as que utilizam de baixas afinações, potentes distorções e riffs mais graves (geralmente abafados) como Nile, Decapitated (antigo) e a própria Rivers of Nihil, e a segunda vertente consiste em bandas com o oposto das características citadas, onde os próprios riffs geralmente soam como solos, e é dada mais ênfase na técnica do que no peso, sendo estas bandas, Necrophagist, The Ritual Aura, etc.
 
Rivers of Nihil não difere muito sua sonoridade em cada álbum, mantendo a mesma pegada, porém, ao contrário de muitas bandas do gênero, o álbum Monarchy carrega várias passagens em teclado, que acrescentam muito ao seu som, dando um complemento a proposta sonora, que as guitarras e o baixo não conseguem alcançar. As faixas dois e quatro, “Perpetual Growth Machine” e “Sand Baptism”, exemplificam o que foi dito em relação ao uso dos teclados, porém, os demais instrumentos também dão um considerado show no que diz respeito a técnica, como o feeling do solos curtos da faixa sete que dá nome ao álbum, “Monarchy”, que ao se desenvolver, mostra claras influencias do Progressive.
 
O baixo é outro instrumento que se faz muito presente no som, principalmente na faixa seis, “Dehydrate”, onde alcança notas mais agudas pra casar perfeitamente com os riffs das guitarras, fora que se trata também de uma das faixas mais velozes do álbum.
 
É impossível não comentar da faixa de introdução ao álbum, “Heirless”, que diferente de muitas faixas introdutórias relativamente chatas, que te fazem pular logo para a segunda faixa ou avançar o play, essa realmente cativa, dando uma perfeita introdução para a segunda faixa, mostrando um toque sombrio de arrepiar os pelos do braço. O álbum conta também com uma faixa instrumental, a faixa oito denominada “Terrestria II Thrive”, que marca bastante, novamente, pelas notáveis influências de Prog. no som da banda, possuindo passagens aceleradas com blast beats que logo mudam para algo mais acústico, com violões.
 

Rivers of Nihil é uma banda perfeita para ouvintes que não possuem muito gosto pelo Tecnhical Death justamente pelo fato desta não se tratar de um som cansativo ou massivamente técnico e sem feeling, assim como também pode cativar os fãs mais do gênero em especifico. Esta possui elementos bastante diferenciais, fora o já citado flerte com o Progressive, os teclados, porém, sem largar o peso característico, merecendo ser citada entre as mais famosas e tradicionais bandas do gênero.
 
 
 Formação:
Jake Dieffenbach - Vocals
Brody Uttley - Guitar
Jon Topore - Guitar
Adam Biggs - Bass/Vocals
Jared Klein - Drums
 
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Autor da Resenha: Leonardo Reis