segunda-feira, 15 de julho de 2019

Resenha Necrofilia - Rhelligion(2019)

 

 Saudações banger, com muito prazer hoje apresentaremos a banda de Thrash Metal Necrofilia.
Formada em 1995, em San Marino, pequena república independente localizada dentro da Itália, possuindo em sua bagagem três álbuns, a banda tem sua estreia somente em 2003 com o álbum “Lost in Chaos”, logo em seguida, sucedido pelo “Crush Test” em 2004. Rhelligion se trata terceiro álbum da banda, lançado neste ano de 2019, trazendo um Thrash Metal carregado de influências e nuances que remetem claramente a variadas bandas do cenário mundial. Desde a pegadas mais agressivas e velozes da cena alemã, até mais técnicas e melódicas do movimento da Bay Area de São Francisco nos EUA.

Com uma linha vocal desenvolvida por Zao (vocal/guitarra) muito similar ao estilo berrado de Tom Angelripper e riffs com menos ênfase na violência e mais nas técnicas como nas faixas “Ballad Of Death” e “Dead Sun”, desenvolvido por Pio (guitarra). Apesar dos arranjos mais trabalhados e refrãos mais elaborados, o álbum conta com muito peso, como na agressiva faixa de abertura, “Till Die”, apresentando característicos riffs com palhetadas aceleradas e uma bateria com bastante uso dos pedais desempenhada por Cecio, que se mostra um destaque no álbum, “temperando” as músicas seguintes. Mais momentos de “quebra tudo porra” devem ser evidenciados aqui, como na faixa que carrega o título do álbum, “Rhelligion”, com uma pegada bastante similar a Slayer, e na faixa “Follow Down”, que beira ao Death Metal, contando com guturais nos vocais de apoio desenvolvidos por Zaff (vocal de apoio/contrabaixo) e riffs esmagadores que definitivamente ultrapassam as fronteiras do peso, auxiliados pelas batidas furiosas. Com várias faixas também deixando claro uma sutil influência de Hardcore, e por estar muito presente em várias não será necessário cita-las, Rhelligion não é o tipo de trabalho repetitivo que muitas vezes soa maçante, sendo muito difícil sentir-se entediado ao ouvi-lo. Caracterizado por momentos diferenciados, indo desde faixas mais “alegres” com refrãos viciantes e com melodia até momentos de agressividade e muito peso.


  Em Rhelligion temos um Thrash Metal camaleônico, com várias nítidas influências e momentos de contraste, como nas faixas mais leves que casam com os vocais nitidamente agressivos. Trata-se de um criativo trabalho, perfeito para os Thrashers de plantão, especialmente fãs da sena da Bay Area e da Alemanha, especialmente Sodom. Mosh It Up!.

 


Formação Atual:
Zaff - Bass, Vocals (Backing)
Zao - Vocals, Guitars
Cecio - Drums
Pio - Guitars
 
 
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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi


sábado, 1 de junho de 2019

Resenha Helltribe - Brutal Reality



Não temos como medir até hoje, mesmo após tantos anos, o impacto que o Sepultura causou quando soltou o seu clássico álbum " Roots". Ali estava contida a matriz do famigerado New Metal, estilo esse praticado aqui pelo Helltribe um projeto do guerreiro do underground Ryan Roots, que chega com tudo em seu primeiro álbum de estreia intitulado “Brutal Reality”. Os sons de percussão abrem o disco na primeira faixa que leva o nome da banda, logo em seguida entram as bases muito pesadas, com as afinações baixas, características do estilo. O vocal de Ryan é muito influenciado pelo de Max, porém trazendo sua própria cara, conferindo identidade à música. As guitarras não param de despejar os Riffs, uma ótima escolha pra abrir a álbum. Notável também o timbre pesado da bateria e baixo, evidenciados pela produção crua, porém correta, que não comprometeu em nada a proposta dos caras. A segunda música “ You Die”  começa com um andamento cadenciado que deve funcionar muito bem ao vivo. O som tem um refrão marcante com a voz de Ryan vociferando a plenos pulmões.

 “ Imperfect World” é mais Thrash linha Chaos A.D, um arrasa quarteirão, mas a grata surpresa é “Cannibal Sanctuary” que começa com uma levada estilo Slipknot, com a percussão mais presente. enquanto estou prestando atenção no belo trabalho de guitarras do som, sou surpreendido quando a música vira um Reggae!? E não é que ficou muito legal? O que apenas comprova o talento de Ryan e sua tribo!. Depois temos “ Bloodlust” a música mais curta do disco, com menos de três minutos ela dá seu recado, uma porrada. “ Apocalyptic Age” tem quase oito minutos e traz um início acústico bem trabalhado, mas logo fica agressiva como todas as outras, seguindo a linha proposta pelo trabalho.

 
 O encerramento fica por conta de “ First Attack” um bônus ao vivo onde podemos comprovar o poder de fogo da banda no palco. Infelizmente a banda Helltribe encerrou  por enquanto suas atividades, mas o seu principal compositor e líder Ryan Roots vem escrevendo seu álbum solo que se chamará “ Tropical Hell” .



Banda:
Jarir Porto - Guitar 
Ryan Roots - Vocals/Percussionist


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Autor da Resenha: Jonatan Gorehead Silva

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Resenha Pokerface - Game On

 
Mais uma grata surpresa vinda da mãe Rússia!
O Pokerface executa um metal muito bem feito e produzido, com guitarras pesadas, bateria e baixo fazendo as vezes de uma cozinha pesadíssima.  “Game on” é o segundo álbum dos russos que contam com os vocais destruidores de Alexandra Orlova. Se o início com “ The Bone Reaper” empolga com seu andamento cadenciado e variações vocais, é no segundo som “ The Fatal Scythe” que a dupla de guitarras mostra a que veio com Riffs puro Thrash Metal.

 

 A bem trabalhada faixa “ Play or Die” tem vocais que lembram o Arch Enemy com Angela Gossow, contando também com mais outros ótimos solos de guitarra. “Blackjack(Demonic 21)“ , “ Straight Flush” e “ Cry. Pray. Die.” aparecem com partes de muito peso e outras partes rápidas aonde o Thrash Metal entra arrebentando tudo e todos!. A faixa “Bow! Run! Scream! “ se destaca pela velocidade e pelos seus vocais irados e raivosos. A penúltima música “ Jackpot” traz o melhor riff do disco na minha opinião. É impossível ouvir essa música e não imaginar o estrago causado ao vivo.

A bolacha encerra com a faixa título “ Game On” mantendo o nível alto!. Um belo álbum de uma banda que merece atenção, pois tem todos os predicados para estar no primeiro escalão do seu estilo.

Pokerface - Game on
Ano de lançamento: 2017
Nota: 8/10
Gravadora: M & O Music


Membros da Banda:
Lady Owl – Vocal
Xen Ritter – Lead Guitars
Whitevad – Lead Guitars
Doctor – Drums
DedMoroz – Bass guitar


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Autor da Resenha: Jonatan Gorehead Silva 
 

terça-feira, 14 de maio de 2019

Resenha Norilsk - Weepers Of The Land


Saudações bangers, hoje apresentamos Norilsk,projeto canadense de Death Doom Metal desenvolvido pela dupla, Nicolas Miquelon (contrabaixo, guitarra e vocal) e Nick Richer (bateria e vocal), tendo início em 2012, possuindo três álbuns na bagagem e um EP de estreia, lançado em 2014. Weepers Of The Land se trata do terceiro e mais recente trabalho da banda, lançado em 2018. O álbum carrega uma sonoridade muito peculiar, com guitarras com timbres sujos e reforçados pelo contrabaixo fazendo perceptível uma aparente influência de Stoner Metal/Stoner Doom em seu instrumental, seguindo com duas linhas de vocais guturais, uma mais grave e outra mais rasgada ao estilo Jeffrey Walker (Carcass). Apesar de poucas faixas, o álbum compensa o tempo pela duração destas. As faixas possuem um andamento relativamente lento, e em alguns momentos com espaçadas batidas, riffs tensos e morbidamente vagarosos, como na faixa “The Way”, que passam uma sensação de suspense ao ouvinte. O máximo de veloz está logo na faixa de abertura, “No Sacred Ground”, na qual fica evidente pelo riff principal os elementos de Stoner, sendo progressiva e tendo seu ritmo alterado, logo voltando a clássica lentidão da metade para frente, com uma segunda linha de guitarra executando um solo mais melancólico. Na faixa intitulada “Toude la Noirsceur du Monde”, temos o título da música sendo vociferado por uma trovejante voz durante os refrãos, com um riff destruidor, com paradas que lembram marretadas intervaladas (particularmente a faixa mais pesada do álbum). Os momentos de calmaria estão por conta da faixa de encerramento, que além de ser a faixa mais longa, atingindo seus dez minutos e vinte de duração, carrega o título do álbum, tendo uma introdução acústica completamente tranquila, e mais tarde alternâncias de vozes entre os guturais e vocais limpos, tendo direito a encerramento com um excelente solo de violão.



Weepers Of The Land está entre aqueles trabalhos que (pessoalmente costumo dizer) possuem potencial de trazer fãs de um subgênero para outro, por conta de sua sonoridade característica, podendo ser de agrado para fãs de Stoner e Death Doom tradicional. Carregado de peso e vocais monstruosos, Norilsk consegue fazer o ouvinte “bater cabeça” sem precisar aumentar sua velocidade, mostrando-se bastante agressivo.


Banda:
Nicolas Miquelon - bass, vocals
Nick Richer - drums, backing vocals
Matt MacIvor - guitars (live)
Thomas Hansen - guitars (live)





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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Resenha Kassad - Faces Turn Away



Saudações hordas do metal, hoje direto da Inglaterra apresentamos Kassad, projeto de Black Metal desenvolvido em 2014, com dois trabalhos realizados, um EP de estreia intitulado “Humans” lançado em 2016, e “Faces Turn Away” de 2017, sendo seu primeiro álbum “Full-length” que será abordado nesta resenha. Assim como None, projeto que já foi resenhado aqui, em Kassad o artista responsável também não foi identificado. Faces Turn Away se trata de um trabalho nos melhores termos “nu e cru”, trazendo um Black Metal sem firulas nem qualquer tipo de enrolação, sendo direto ao ponto. Sua musicalidade é extrema, com bastante uso de blast beats por parte da bateria e riffs que se mantém constantes e quase imutáveis durante o desenvolvimento das passagens pesadas das faixas, porém com intercalações, havendo momentos bastante calmos como na primeira faixa, “Shame”, que dá o tom ao álbum, com um som extremo e explosivos, porém na metade da faixa há uma rápida passagem acústica. O álbum é repleto de “socos no estômago”, como a faixa “Pariah”, (particularmente considero a melhor) que traz riffs extremamente destruidores com o uso de baixas afinações, característica não muito comum do gênero, e uma bateria tão veloz quanto uma metralhadora de alto calibre, flertando um pouco com o Death Metal, mas também trazendo uma particularidade, uma segunda linha de guitarra evidente nos refrãos executando um lento solo, dando um ar mais sombrio. A faixa “Broken” é, sem levar em conta as instrumentais mais calmas, a faixa mais lenta, contando com espaçadas batidas da caixa, mas com pedais constantes enquanto o vocal vocifera de forma diabólica a letra, acompanhados por um teclado ao fundo.


O flerte com o Atmospheric é mais uma peculiaridade da banda, ficando por conta de suas faixas parcialmente instrumentais, devido a alguns diálogos de fundo presentes como na faixa “Void”, porém o tom atmosférico é evidente na faixa de encerramento, “Pulse”, sendo composta completamente por sintetizadores. Kassad é se trata de uma verdadeira paulada, por mais que haja flertes com Atmospheric, não é uma banda para quem espera calmaria e melancolia, sendo feita nos moldes mais extremos, para dar aquela sensação de imponência, botando muito marmanjo para fazer pose com um dos pés na cadeira. Perfeitamente indicada para os apreciadores das vias mais extremas do metal negro, e até mesmo para adoradores de Death Metal e demais vertentes extremas.

 

 Membros da Banda:
Desconhecidos





Mais Informações:





 

Autor da Resenha: Eduardo Ronconi