sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Resenha Darzamat - Solfernus’ Path


Formada em 1995 na Polônia e atualmente com cinco álbuns lançados, Darzamat iniciou sua carreira trazendo em seu primeiro álbum “In the Flames of Black Art” de 1996, um tradicional Symphonic Black Metal que intercalava passagens melódicas com vocais femininos, porém, a partir do segundo álbum “Oniriad” em 2003, suas características começa a se definir com a introdução de graves guturais e uma maior presença dos vocais femininos, misturando elementos de Death e Gothic Metal. Esta sonoridade prosperou nos seguintes álbuns “SemiDevilish” de 2004, “Transkarpatia” de 2005 e “Solfernus’ Path” de 2009.

Solfernus’ Path continua a linha dos dois álbuns antecessores, com a primeira faixa do disco “False Sleepwalker” que introduz o ouvinte a um minuto de atmosfera e então explode em distorcidos riffs acompanhados de pedais acelerados, um sinfonia sombria semelhante a um órgão no fundo, e o tradicional dueto de guturais graves e um forte vocal feminino não tão suave quanto nos álbuns anteriores. Na quarta faixa intitulada “Pain Collector”, inicia a porrada com acelerados riffs em breakdowns e a sempre presente sinfonia de fundo, dando mais ênfase no vocal feminino nos versos principais e no refrão, dando um pequeno espaço aos guturais.

Na sétima faixa, “Gloria Inferni” apresenta uma caótica atmosfera introduzida pelo som similar a um órgão durante seu desenvolvimento e um refrão onde ambos os vocais pronunciam juntos o nome da música, tornando-se progressiva e acelerada, trazendo uma atmosfera ainda mais sombria e decadente que retorna a sonoridade original. A nona e décima primeira faixa “Solfernus’ Path” e “King Of The Burning Anthems” iniciam dando ênfase ao suspense das sinfonias de fundo, sendo a primeira focada no vocal limpo e a segunda nos guturais, ambas apresentando riffs extremos e explosivos que alteram para a cadência de velocidade tornando-se mais “melódicas”. 


Essas características são mantidas no decorrer do álbum, descrevendo o que poderia se chamar de uma Noite Sombria, formando um combinação perfeita entre Death e Gothic com elementos sinfônicos, criando uma verdadeira pancadaria sonora carregada com uma atmosfera sombria.
 
 Membros da banda:
Nera - vocal
Flauros - vocal
Chris - guitar
Markus - bass
Jacek Gut - drums

 
Contato: 
Mais Informações:

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Resenha Agatus - The Eternalist

Data de lançamento: 09 Outubro 2016
Género: Heavy Metal/Black Metal
Origem: Grécia

Agatus tem um envolvimento grande a cena underground no seu país (Grécia). Após um hiato de 14 anos do seu antecessor “The Weaving Fates” (2002). O Agatus nos presenteou com esta linda obra.

Resenha:

"The Eternalist" é um álbum que captura a alma e a paixão da música do Black Metal Grego através da mente visionária de seu criador, Eskarth The Dark One. The Dark é sem dúvida um artista puro, um multi-instrumentista, um criador com ideias e visão originais. Com a ajuda preciosa e a contribuição criativa de Vorskaath (Zemial), The Dark está oferecendo ao universo metal uma criação artística que combina elementos do Bathory, Warlord e melodias inspiradas nos anos 70, transcende uma paisagem sonora única do Metal negro.

Ouça:

Com som e produção analógicos, tudo parece quente e claro, longe dos sons computadorizados e digitais da última década.

Começando com ‘The Eternalist’ e ‘The Invisible (Fifth Portal to Atlantis)’ nós temos a conexão com o passado, mas a partir desse momento, um novo universo completo é aberto para nossos ouvidos. "The Oath (Of Magic And Fire)" é uma obra-prima do heavy metal e o álbum nem sequer começou. Além dos grandes riffs e do desempenho sincero, é muito raro ouvir músicas que começam a ser piedosas, mas depois dos primeiros minutos estão ficando ainda melhores! Músicas como ‘The Oath…’ e  ‘At Dusk I Born’ são cativantes com grandes riffs, mas ao mesmo tempo guitarras e melodias estelares dominam tudo depois do meio. Por fim, alguns inspiraram o trabalho da guitarra, sem se cansar. "Perils Of The Sea" é inspirado na obra de Odyssey e começa com melodias de guitarra poéticas emocionais que levam a uma performance profunda. Muitos ritmos e melodias mudam durante as canções e a alta musicalidade é outro ponto alto de "The Eternalist". O "Flight Into Forever" é outra joia de pura inspiração e combina as melhores influências do Agatus filtrado através do seu olhar pessoal. 'Gilgamesh' é uma música previamente conhecida dos seguidores de Agatus, já que foi lançada em um EP em 2012, mas esse novo arranjo com a orquestração de múltiplas camadas e essa adição de teclados dos anos 70 lhe dá uma nova locação vida.


Faixas:
1. The Eternalist
2. The Invisible (Fifth Portal to Atlantis)
3. The Oath (of Magic and Fire)
4. Gods of Fire
5. Dreamer
6. Perils of the Sea (Part II)
7. At Dusk I Was Born
8. Flight into Forever
9. Gilgamesh
10. To Last

Redator: Adriano Cavalcanti
WhatsApp: +55 81 9722 - 9176
Email: Adrianocavalcanti68@gmail.com

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Abatter: Assassino do Escuro, primeiro clipe do novo disco

"Sangueeeee, muito sangueeeeee!" berravam pessoas desavisadas passando pela cidade, nunca antes tinha acontecido algo assim.

Uma compilação de assassinos vem aí junto com o álbum de estréia da banda Abatter de Florianópolis.

A banda lançará no próximo dia 19 de novembro o disco composto por 9 músicas inéditas juntamente com o bônus da música Cliff Stoner já lançada em vídeo.

Como aperitivo está sendo lançado o a primeira música de "Assassino do Escuro" já com um clipe em que os próprios músicos usaram a proposta do faça você mesmo (DIY). Veja a seguir:



Abatter é um projeto músical de um estilo difícil de definir, vindo de uma mescla do interesse de rock n' roll e de metal extremo, unindo ambos de forma inusitada. Tudo isso num mundo sangrento criado pela própria banda que anti-heróis cantam suas histórias em português.

Membros:
Wellington Rodrigues - Guitarra/Backing vocals
Igor Thiesen - Baixo/Vocal e Bateria (estúdio)

Redes Sociais:

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Monstrath: “The World Serves To Evil” já está disponível no formato digital, ouça agora!


Finalmente! O debut álbum da banda paulista MONSTRATH, “The World Serves To Evil”, já está disponível para audição gratuita.

Lançado digitalmente via Downfall Records, o aguardado trabalho foi disponibilizado dentre os principais serviços de streaming do mundo, confira:

Assista também ao videoclipe para a faixa “Demon Sold” lançado recentemente:


O MONSTRATH também anunciou que a pré-venda oficial feita pela banda terá início no ‘Crew Fest 2’, que acontecerá no Hocus Pocus Studio & Café em São José dos Campos/SP, no dia 11/11/2018, mais informações aqui: https://sanguefrioproducoes.com/n/1713
 
Em paralelo, a banda já começa a buscar datas para shows em suporte a divulgação ao álbum supracitado. Produtores interessados escrevam para monstrath@gmail.com e solicite todas as informações.

Contato para assessoria de imprensa: 

Sites relacionados:

Fonte: Sangue Frio Produções

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Resenha Epidemia - Treasures of Enya



Hoje galera, vai ser louco! Vou falar de uma banda Russa de Melodic Metal, Epidemia (Эпидемия) e seu álbum Treasures of Enya (Сокровище Энии). Com toda a certeza a língua atrapalha bastante, mas amigos a música como é linda e universal nos trás os mesmos sentimentos não importa a língua, então vamos lá!. Vou falar um pouco sobre a banda, Epidemia foi formada em 1993 por Yuri “Juron” Melisov e os primeiros sons foram feitos em 1995 com o lançamento do seu álbum Feniks. A banda é conhecida por ter feito um Metal Opera chamada Evil Manuscript. Atualmente é formada por Yuri Melisov, Eugeny Egorov, Ilya Mamontov, Dmitry Protsko, Dmitry Ivanov e Dmitry Krivenkov. Vamos ao álbum! Vejo-o como o que o Sonata Arctica seria se tocasse hoje como já tocou em tempos passados. A presença marcante do teclado dá a toada pra várias músicas, claras influencias do metal Finlandês no som dos Russos. A abertura “Опус”, é um belo instrumental que lembra as velhas canções de bardos, com uma pegada mística, já dá o tom de fantasia que o álbum quer nos trazer, Logo em seguida “Время героев” é uma ótima canção, embalada por uma bateria marcante e ótimas levadas de teclado. É uma canção muito ligada as heranças do Stratovarius. Temos aí a mostra que o Vocalista é extremamente versátil em seus esquemas vocais, trocando de Drives para um Half-Belting lindíssimo, além de um solo de guitarra muito marcante. Bela música: Nota 8,0. “Первый шаг” a canção seguinte, começa com uma bateria furiosa, me lembrou de algumas passagens de batera que o Hibria faz em suas músicas. Na sua progressão ela evolui de uma música mais “soft” para um refrão muito bem construído. Os russos conseguem fazer belos chorus sem utilizar o Gang Vocal e os Overdubs, digno de admiração e respeito. Nota 8,5. Em seguida temos “Где рождаются рассветы” com toda a certeza a música mais linda do álbum, foi a primeira que conheci. Música linda, Power Metal clássico. Aquele tipo de canção que é amor à primeira vista. Arranjos Sonata Arctica e refrão de se embalar o coração de qualquer fã de Melodic, além dos vocais intercalados entre um drive e clean nas estrofes. Nota 9,5. Пьяный разговор, CALMA GENTE NÃO É POP! Sim, eu quando ouvi essa introdução de teclado tomei um susto. Teclado inovador que fechou perfeitamente com a música desculpa a repetição, mas poxa: É UM PROJETO SECRETO DO KAKKO DO SONATA? Não é possível a banda nessa música mostra sua influencia descarada de Sonata, principalmente dos últimos trabalhos da banda finlandesa. Boa canção: Nota 7,5. “Переход” não posso avaliar esse falatório, porque infelizmente não falo russo haha. “Дует ветер ледяной“ prossegue nos mostrando a grande versatilidade da banda em nos apresentar diferentes arranjos de teclado. A música transita de andamentos de forma genial e possui um refrão com um toque clássico de power metal. Boa canção Nota 7,5. “Стены моей цитадели” Vocais agressivos, música explosiva. Refrão que remete alguns sons de Viking Metal, mas sem perder a vibe épica de Power Metal. Detalhe pros solos muito bem arranjados e uma pegada bem moderna de Power Metal, é um pouco parecido com o estilo asiático de tocar. Nota 7,5. “Среди звёзд” Essa banda gosta de um falatório hein? Tá loco! Hahahha. “Призрачный храм” Essa faixa é uma das melhores do disco, gosto dessa combinação de andamentos e um refrão bem bonito, consegue ser um Sonata Arctica moderno, mas bem melhor que os últimos trabalhos do Sonata. Nota 9,0. “Смерти нет” A Baladinha do álbum, música que remete aquelas baladinhas clássicas de Power, piano com um arranjo épico no refrão e até uma participação especial de uma mulher. Nota 8,0. “Пробуждение” Interlude instrumental, como uma continuação da faixa passada. Trilha sonora de um conto de fadas gélido. Nota 7,0. 

 “Алмазы и золото” Finaliza o álbum, com o clima alegre que permeou boa parte do mesmo. Happy Metal puro, mais uma vez temos a aparição dos vocais com drive. Música interessante, arranjos interessantes e essas intercaladas entre drive e clean vão sempre muito bem. Happy Metal agressivo em umas horas. O solo é o ponto alto, assim como seu acompanhamento de guitarra. Nota 8,0.


Ouça o àlbum completo no link abaixo:

 Por fim, Treasures of Enya é um álbum interessante, foi MUITO difícil escrever sobre ele e talvez a resenha tenha saído aquém de outras que fiz anteriormente. Quem curte uma vibe bem Sonata/Stratovarius vai se amarrar nesse trabalho, porém, atento ao leitor e o futuro ouvinte que ouça ignorando o fato da repetição de algumas nuances das músicas. 

Obs: Королевство слёз (Bonus Track)
 

Formação Atual:
Yuri Melisov - Guitarra 
Evgeny Egorov - Vocais 
Ilya Mamontov - Guitarra 
Dmitry Protsko - Guitarra 
Dmitry Krivenkov - Bateria  


Contato:
Andrey Maximkin andrey@jcsound.ru
 
Mais Informações:
Autor da Resenha: Eduardo Ronconi

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Resenha Krow - Relentless Disease


Se há um estado brasileiro que deveria se orgulhar de sua capacidade natural de encubar novas bandas do metal, especialmente no âmbito dos sons extremos e brutais, esse estado é com certeza Minas Gerais; mais precisamente sua capital Belo Horizonte. É de se admirar como mesmo há mais de vinte anos atrás a preferência dos mineiros pelo brutal death e suas vertentes extremas  faz destes gêneros sons ativos até os dias de hoje. Nascer em Belo Horizonte (e gostar de metal) é portar uma certidão de nascimento abençoada pelo Death Metal, embora isso obviamente não seja exclusividade do gênero. Mesmo assim, se analisarmos quantas bandas mineiras já faziam um som brutal ainda nos anos 80 e compararmos com outras capitais de grande porte do Brasil, fica claro a constatação de que Belo Horizonte é o núcleo do som extremo nacional. Muito mais do que somente a maternidade do Sepultura ou Sarcófago. Mais um dos “nascidos em berço esplêndido”, os mineiros do Krow estão na ativa desde 2007. E podem ser facilmente vistos como uma das novas lideranças do Death/Thrash Metal brasileiro, com passagens importantes para a história da banda no exterior. Com o grande reconhecimento que lhes fora dado ao full-length “Traces of the Trade”, a banda decolou sem saber quando voltaria ao Brasil novamente. Ganharam o mundo, sem antes deixar uma base sólida de fãs por aqui.

Conheci o Krow graças a este álbum, que por si só já é uma evolução estupenda de seu anterior “Before the Ashes”, além de contar com novos integrantes na formação. “Traces of the Trade” era ótimo, um ponto muito alto para a banda, mesmo com seu considerado pouco tempo de existência. Mesmo assim, eu me perguntava quando estes mineiros lançariam algo novo. Minha surpresa veio com o anuncio de um novo EP, “Relentless Disease”.

E que surpresa boa é este EP! Já agrada por sua arte da capa, produzida pelo artista Costin Chioreanu (Arch Enemy, Mayhem, Pátria). Uma ótima ilustração que não foge às ideias da banda, além de chamar a atenção por seu incrível nível técnico. No play, temos (infelizmente!) somente duas canções, mas que valem muito. “Relentless Disease”, faixa homônima ao EP é peso puro. A agressividade em que a banda já ficou conhecida, mesclando o thrash e o death metal de forma correta. Velocidade é importante, e no novo trabalho da banda isso fica claro. Felizmente a boa produção estrangeira do EP não faz seu som digno de uma equipe de Formula1, dando certa cadência ao play. Produção impecável. Pode parecer estranho (ou fácil) mixar só duas músicas para depois encaminhar à prensagem, mas o produtor Ronnie Bjornström faz um trabalho sem erros aqui. Todos os instrumentos além das vozes  se fazem presentes. A agressividade transborda no pequeno Extended Play! Para garantir o lançamento físico a sua coleção de EPs, quando ele sair no final deste mês. 
 
 
 Beirando os quinze anos de banda, o Krow já se consagrou no cenário brasileiro do heavy metal (sem precisar fazer shows nas grandes capitais), além de ser figura carimbada nos festivais europeus. A banda tem um grande apreço pelos países do lado leste da Europa, que puderam acompanhar uma sequencia exorbitante de shows destes mineiros num passado próximo. E muito embora agora estejam todos radicados em São Paulo, o Krow não pode negar seus títulos que já vêm do berço: sua formação no “Triângulo Satânico Mineiro”  terra que deveria se orgulhar de suas bandas formadas, iniciadas ou já encerradas. E que merecia fazer-lhes melhor juízo também.
 
 
Formação: 
Guilherme Miranda - Guitars and main Vocal
W. Johann - Guitars and Vocals
Cauê de Marinis - Bass Guitar and Vocals
Jhoka Ribeiro - Drums
 
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Soulwind Lançamento Do Primeiro Single "The Speed Of Light With Guns"


O projeto Soulwind só nasceu agora, mais seus dois integrantes já tem uma história bem extensa na música, ambos já participaram de bandas de renome na cidade de Picos(PI), o guitarrista e produtor Carlos Magno foi um dos fundadores da banda ''DESORDEM'' que tinha como estilo o metal propriamente dito. Também tocou na banda Dandi por um período. O vocalista kleyton Souza participou da banda ''Neurose'' que tinha como temática o estilo punk, atualmente participa como front man da banda ''Templars'' que toca um heavy metal tradicional, contendo músicas autorais, e com essa bagagem seus dois integrantes resolveram fazer uma parceria e criar um novo estilo, mesclando estilos como power metal, metal moderno e heavy metal em uma só pegada, foi aí que nasceu a Soulwind com seu som diferenciado, riffs de guitarra contendo peso e Melodias que grudam na sua cabeça, com refrães marcantes.


O projeto tem apenas 04 meses de iniciado e já tem dado bons frutos com sua primeira faixa de lançamento ''The Speed Of Light With Guns'' fizeram jus a suas influências mostrando que não estão de brincadeira, após iniciar suas atividades em junho de 2018 os integrantes não param de mostrar trabalho criando assim um som único.
 


 Formação:
kleyton Souza - Vocais
 Carlos Magno - Todos Os Instrumentos/Produção



Contato:
  
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domingo, 9 de setembro de 2018

Resenha Radioactive Murder - Violent Force


“O thrash metal está morto e teve sua tumba violada várias vezes nos últimos anos”... Se você concorda com esta informação (que pena!), passe longe desta banda e de vários outros lançamentos já resenhados este ano por aqui. À bem da verdade, há uma forte tendência nacional e internacional em fazer o thrash metal voltar a seus tempos de glória dos anos 80 da Bay Area e esse movimento tem meu aval. Já mencionei algumas vez por aqui o termo “revival thrash” ou ainda “thrash new wave”, subgêneros modernos em ascensão responsáveis por uma vasta gama de novos fãs aos dinossauros do peso oitentista e que estão conseguindo manter a chama do thrash não só acesa mas incendiando quem se aproxima da pira. É inegável o status de “cult” a que se tornou o estilo. Mesmo perdendo espaço na década de noventa, o thrash metal nunca esteve, de fato, morto. Seu vigor sobreviveu a anos negros e desde a virada do século o que se viu foi o surgimento de novas bandas que só tendem a agregar a uma causa maior.

Florianópolis não tem a maior das cenas de heavy metal dentre as capitais do país, mas assim como acontece nos subúrbios de todo o Brasil, dizer que a cidade é inoperante do underground é uma enorme afirmação errônea. E dentre as bandas da capital que já tiveram a coragem (e a capacidade) de lançar algum material próprio, a mais recente delas são os thrashers da Radioactive Murder. Seu EP “debut” é mais um certeiro prego no caixão de quem consegue afirmar que o estilo deveria viver do passado.
Composta de cinco faixas, “Violent Force” é o cartão de boas vindas (ou a mala-direta, nestes tempos de Internet) do grupo sediado em Florianópolis. E o que você ouvirá no decorrer das cinco faixas agrada, primeiramente, por um quesito muito importante: “Violent Force” não tenta ser um remake de “Bonded by Blood” do Exodus ou muito menos um novo “Zombie Attack” do Tankard. Até mesmo dentre as bandas formadas neste novo século são evidentes as diferenças se comparadas a lançamentos recentes como Jackdevil, Lost Society ou Gamma Bomb. Há uma coerente identidade pessoal no EP e tão somente por este motivo ele já valeria uma primeira audição. Felizmente, os músicos da Radioactive Murder conseguiram ir além disso. As faixas do EP não soam emboladas, graças à velocidade constante e da pegada insana do gênero, neste caso o destaque vai para as grandes sacadas do baixista André Barreto que deve estar contente com o resultado harmônico do “debut”. André é o maior responsável pelas composições rítmicas de “Violent Force” embora as letras sejam assinadas pelo vocalista George Lucas (que começou a cantar depois que vendeu Star Wars à Disney!). E já que citamos o vocal de George, os gritos e seu tom “rasgado” cobrem toda a extensão do EP, dando um ar nostálgico aos saudosistas do passado aliado aos drives mais modernos. Uma interessante mistura de Hirax com Antichrist Hooligans (outra banda da capital catarinense, já resenhada por aqui também). Mesmo tendo somente um guitarrista (precisa de mais um, mesmo? Marcel Canedo consegue dar conta do recado perfeitamente!), a cozinha da banda é límpida e capaz de segurar a base de forma bem competente, o baixo de André e a bateria de Anderson Vieira são vigas grossas de sustentação do EP que casam perfeitamente o groove, a velocidade e o peso das seis cordas de Marcel. Talvez pelo fato de serem um quarteto, os graves fartos de efeito de André ganhem maior ênfase, sem parecer “mais um músico em cima do palco, enquanto a guitarra sola”. E se você, assim como eu, gosta de solos precisos  e nem sempre somente do guitarrista  precisa ouvir “Violent Force”: aviso de solos das quatro cordas em frente!. Até o final desta resenha não consegui escolher uma única música destaque do EP, então é mais empírico que se recomende toda a gravação, neste caso. Inclusive da quarta canção, “Beer”; quase uma faixa escondida do trabalho com pouco mais de 60 segundos de duração. A produção de “Violent Force” consegue ser bem profissional para um lançamento independente, sem o selo de uma gravadora. Gravado e mixado no Chagaz Estúdio, em Florianópolis, quem assina a produção é o também baixista Leonardo Chagas. Mas o maior chamariz, muito bem sacado pelo grupo, está na arte da capa do EP, Produzida pelo artista Guilherme Bridon (que também é vocalista do Pogo Zero Zero, de São José). Arte profissional para um lançamento profissional. Guilherme conseguiu captar muito bem a proposta do EP e a capa consegue saudar o passado do thrash metal, fazendo questão de mostrar o quão neoclássico o estilo pode ser. Devo mencionar que o trabalho foi todo pintado a mão?. Ao término de quase vinte minutos do EP a primeira conclusão que o ouvinte pode chegar é que o thrash metal (independente de seus subgêneros do presente ou do passado) ganhou mais um filho pródigo da capital do estado esquecido no sul do país. E assim como boas bandas do cenário underground da região já possuem renome em Florianópolis, a Radioactive Murder agora tem sua própria longa estrada a ser percorrida com violência e a euforia dos iniciantes. Que eles sigam os exemplos do Khrophus, Antichrist Hooligans, Red Razor, Skombrus e até mesmo do Stormental, bandas da Grande Florianópolis que já possuem renome na região, galgando suas carreiras.
 
 

Se o thrash metal está morto no Brasil e em Florianópolis, é hora de fazê-lo levantar de sua tumba rota; e como todo bom moribundo, sua aparência pouco importa a seus apreciadores: o urro morfético dos caídos é o único som de interesse por aqui.
 
 
 
Formação Atual: 
Lucas Alucinatör (Vocal)
Anderson Vieira (Drumms)
Adrian Arruda (Guitar)
André Barreto (Bass)
 
 
Contato:
 
Mais Informações:



Autor da Resenha: Guilherme Thielen

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Resenha Archityrants - Black Water Revelation


Banda formada no ano de 1997, sendo conhecida pelo nome de "A tribute to the plague". Com três Demos lançadas entre o ano de 1998 e 2002 e um álbum intitulado Alone lançado em 2003 dentro do gênero Doom Metal, pertencente à cidade de Curitiba, no estado do Paraná. Mas depois de tantas mudanças, saída e entrada de integrantes, seu nome acabou sendo mudado para Archityrants e consequentemente um recomeço na história da banda. Um novo trabalho pela frente. Já com uma nova formação e com um novo nome, Archityrants lança então no ano de 2011 seu segundo álbum de estúdio ou primeiro, como queiram considerar, Black Water Revelations. Carregada com 08 incríveis faixas muito bem produzidas, cada uma com uma sonoridade impecável e ensurdecedora. É o tipo de banda que trás consigo miscigenações em suas canções. Em certos momentos tem-se a dificuldade de definir o gênero da banda pois são colocados em campo vários elementos musicais que vão desde o Heavy metal tradicional até o Doom metal, pelo menos uma dose do mesmo, com uma leve pitada de melancolia e serenidade nos acordes e principalmente no vocal chorado, e que belo vocal , que bela execução, que tristeza passada de forma técnica e musical.
 

Como era de se esperar, Curitiba sempre nos trás bons músicos que lutam dia após dia para poder divulgar seu trabalho. Nenhuma das músicas me decepcionou, todas de qualidade, com certeza a banda deixou uma boa impressão para os futuros ouvintes. Mas falando de Black Water Revelations, a música que eu destaco, pelo simples fato de começar com um choro de violão é Morbid Peace, já de cara a segunda faixa do álbum. Black Water Revelations é uma porrada!! Vale a pena investir um tempinho para curtir esta pedrada.
 
 
 Formação Atual:
+ Luxyahak: Vocals
+ Anubis: Guitar
+ Tersis Zonato: Lead Guitar
+ Daniel Franco: Bass
+ Danda Brito: Drums
 
 
Contato:
 
Mais Informações:
 
 
 
Autor da Resenha: Leonardo Reis

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O selo Songs for Satan anuncia assinatura de contrato com banda mineira de Death Metal: Scalped

O selo Songs for Satan anuncia a oficialização do contrato de exclusividade para o lançamento do novo álbum de uma das mais promissoras bandas mineiras de death metal extremo: Scalped.

A notícia que acaba de ser apresentada, vem num ótimo momento profissional da banda que passou o ano de 2018 divulgando o seu primeiro álbum, o “Synchronicity of Autophagic Hedonism”.

O contrato já está assinado e a banda encontra-se em estúdio gravando o novo álbum para estréia em 2019. E tem single novo vindo por aí!

O novo disco contará com 08 novas músicas com temáticas brutais, marca já registrada da banda. A mesma força e insanidade demonstrada nos outros trabalhos também estarão presentes, com ainda mais complexidade tanto nas letras quanto na execução.

“Pra mim e pra banda é momento de muita satisfação. Nos sentimos realizados em assinar esse contrato com um selo tão sério e em ascensão como a SFS. Isso que está acontecendo com o Scalped é o que toda banda sonha,  assinar um contrato com uma gravadora. Foi o que sempre queremos e agora recebemos porque trabalhamos por essa oportunidade.” Comemora o baterista Marcelo Augusto.

O quarteto formado em 2012, na capital do metal Belo Horizonte/MG, lançou seu primeiro EP em 2014, denominado “Psycopath”. “Synchronicity of Autophagic Hedonism” de 2017, consagrou a visceralidade da banda e com a enorme repercussão em nível nacional, Scalped, passou por palcos de toda a região sudeste, além de dividir palco com nomes importantes do underground nacional (Ratos de Porão, Rebaelliun, Krisiun, dentre outros) e internacional (Pestilence, Vital Remains, Carnation).

A Songs for Satan acertou na escolha! Scalped mostra que a escola brasileira de death metal é de fato uma realidade! Com muita técnica e brutalidade, o quarteto mineiro tem tudo pra ganhar o mundo!

Sites Relacionados:
www.facebook.com/ScalpedDeath/
www.facebook.com/songsforsatan/


Fonte: Cangaço Rock Comunicações

Monstrath: Banda divulga capa, tracklist e teaser de “The World Serves to Evil”, confira agora!



Está chegando! O tão aguardado debut álbum do MONSTRATH, intitulado “The World Serves to Evil”, está, a cada dia que passa, ganhando mais forma.

Os paulistas, em parceria com o selo sueco Downfall Records, divulgaram recentemente a capa, tracklist e data de lançamento deste vindouro material em um teaser contendo trecho de todas as faixas do mesmo, confira:



Capa e tracklist:

 1. Demon Sold
2. Incubus In Church
3. Hellkhan
4. Child Of God
5. Malum Suscitat
6. Stygian
7. Crushed Faith
8. Chains Of The Soul
9. Bag Of Bones
10. Perishing in Christ

“The World Serves To Evil”, foi gravado na Loud Factory e também no Audiolab Vintage Studio em São Paulo/SP. Produzido em sua totalidade por Tchelo Martins, que também trabalhou na mixagem e masterização ao lado de Tiago Assolini e Wagner Meirinho (Loud Factory). Sua capa ficou a cargo do artista Marcos Schmidt, enquanto seu lançamento mundial está previsto para o dia 19/10/2018 pelo selo supracitado.

Produtores interessados em levar o MONSTRATH para seu evento, escreva agora para monstrath@gmail.com e solicite mais informações.

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Sites relacionados:

Fonte: Sangue Frio Produções

domingo, 19 de agosto de 2018

INNER CALL: Ao lado do Destruction, HammerFall, Cradle of Filth, Death


A banda baiana de Heavy Metal INNER CALL tem a honra de participar de uma luxuosa compilation ao lado de “monstros” como: Destruction, HammerFall, Cradle of Filth e Death. Além das bandas citadas o INNER CALL também divide sua participação com bandas brasileiras e de diversas partes do mundo.

Uma oportunidade impar de expandir seu poderio sonoro mundo afora já que a Imperative Music faz uma divulgação maciça para selos, distribuidores, festivais, promotores, rádios, magazines e webzines de todo o mundo.

Confira abaixo a relação de bandas desta compilation:

Alemanha >>> DESTRUCTION, The Rest of Us is Dead, Azurica, Black Daffodils  
Brasil >>> INNER CALL, Dancing Falme, Fenri’s Scar, Dixie Heaven, Shadws Legacy, The Undead Manz, Tchandala, Norium, Apple Sin, Karyttah
Canadá >>> West of Hell, Saints of Death  
Costa Rica >>> Amethyst
Estados Unidos >>> DEATH, Blood of Angels Riotous indignation, Hanging Death
França >>> Hellzeimer, Devoid  
Inglaterra >> CRADLE OF FILTH
Itália >>> Enzo and the Glory Ensemble, Totem and Taboo  
Japão >>> Alice in Hell, Marching Out, Rising Fall, Deathrol
Rússia >>> Gilead
Suécia >>> HAMMERFALL, Gone by Sundown, Decadence, Snow I.U. 


Contato para aquisição da compilation e do EP “Elementals” assim como merchandising:
+55 11 96072-0843 - Luiz

twiitter: @innercall


Fonte:  TMV Press

MERCY KILLING: lançado vídeo clipe de “Splatterhead”

Após trinta anos de carreira, a banda brasileira de Thrash Metal MERCY KILLING  lança seu primeiro videoclipe em parceria com a diretora Melissa Giowanella. Unindo elementos do gênero Gore com o ritmo agressivo da banda, o clipe mostra através de sequências rápidas o recorte de uma verdadeira noite de horror.

O vídeo foi selecionado por alguns festivais de Cinema do Brasil e do Exterior, recebendo elogios do público a “benção maléfica” de Petrer Baiestorf, cineasta underground e um dos maiores entusiastas de podreiras e desgraceiras do gênero. Recentemente “Splatterhead” fora exibido em Curitiba na “Mostra Gurias” e Cuiabá no “Cinecaos”.

 “Are you ready to die?” :




MERCY KILLING:
Tati Klingel – Vocal
Alexandre “Texa” Teixeira – Guitarra
Leonardo Barzi – Baixo
José Sepka Bateria


Links relacionados:



Fonte: TMV Press