terça-feira, 12 de novembro de 2019

Resenha Maeskyyrn - Interlude (2019)



Saudações bangers, hoje com prazer apresentamos Maeskyyrn, banda canadense de Black Metal, formada em 2017, iniciando suas atividades no período de 2018 com lançamento da demo “Thoughts Of Shattered Dreams”, e neste ano de 2019 com seu primeiro álbum de estúdio, “Interlude”.

Em Interlude, temos um tradicional Black Metal aos moldes das ondas da cena norueguesa, com guitarras chorosas e carregadas de atmosfera, executadas por Saemyaza (guitarra solo) e Noctis (guitarra base), uma bateria com velocidade mais contida e regulada, desempenhada por Mehrunes e um baixo que acompanha a cozinha da banda por parte de Nemetona. Vocais bastante “rasgados” e em alguns momentos intercalando com gritos e guturais graves, reforçando a agressividade da banda.

No álbum, é possível apreciar longas composições de sete a nove minutos, com atmosferas bastante melancólicas e contemplativas e bastante ênfase em melodias introdutórias, como na “These Battlefields, Where None Walk Twice”, onde a sonoridade dos acordes se tornam extremamente envolventes, dando espaço para as duas guitarras agindo em conjunto, com Saemyaza executando o solo que dá o tom da faixa. Momentos de explosão podem ser ouvidos na “The Slow Death of the Years And Other Omens” que inicia com blast beats em sua introdução e riffs destruidores de guitarra, mas nunca perdendo os elementos melancólicos presentes em cada faixa, além das cadências de velocidade. 

 
No intervalo de cada faixa, está uma introdutória denominada “Interlude”, evidenciando as influências de Atmospheric Black Metal, com sons de sintetizador para aumentar a imersão musical. Interlude se trata de um tradicional Black Metal, muito próximo sonoramente de bandas que utilizam de elementos mais melancólicos em seus sons, em alguns pontos se assemelhando até mesmo com Darkthrone. No álbum, Maeskyyrn deixa claramente a proposta musical, sendo um excelente trabalho e recomendação para fãs da velha cena do Black Metal, Atmospheric Black e mais variedades do gênero.


 Banda:
Lead guitar: Saemyaza
Rythm guitar: Noctis
Lyrics & Vocals: Harslingoth
Drums: Mehrunes

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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Resenha Nachtterror - Judgement



Saudações headbangers, hoje é com imenso prazer, lhes apresentamos Nachtterror, banda canadense de Symphonic Black Metal formada em 2006, possuindo três EPs de bagagem, mas estreando seu primeiro álbum neste mesmo ano. Estreando de forma magistral, Judgement nos traz um verdadeiro épico com os evidentes teclados de Horhd e a presença muito frequente de vocais limpos (Lord Vatiel nos vocais principais), que não fosse pelos guturais, poderia facilmente se tratar de um Power Metal (uma possível influência), especialmente pelo trabalho desempenhado pelas guitarras de Maelkleth e Saint Wikk (também desempenhado um papel nos vocais) e Wraith (baixo). Elementos progressivos estão muito presentes em seu som, algumas vezes flertando com o Doom, mas sempre mantendo a envolvente melodia que remete ao Power, bastante evidenciados nas faixas “Beneath the Crimson Moon” e “Sea of Dread”, com várias mudanças de ritmo por conta das batidas de Fogrir, que basicamente define a velocidade de cada som.

Momentos de puro suspense também podem ser apreciados, como na faixa “A Forest At Night”, onde os teclados assumem notas assustadoras típicas de um filme clássico de terror, acompanhado por velozes batidas e um gutural trovejante, evidenciando os pontos mais pesados do álbum. Momentos de calmaria e de melodias bastante chorosas estão bastante presentes, como na faixa “The Beauty of The Withering Flower”, que se trata nada mais nada menos que uma balada por si só, além de momentos nas demais faixas de longa duração, com passagens mais calmas.


 Judgement se trata de um épico musical, muito além da vertente sinfônica do metal negro, flertando com atmosferas mais envolventes e explorando mais certos elementos que nem sempre estão muito presentes, além do flerte com a progressividade em seu som. Talvez uma possível grande revelação, mesmo após tanto tempo de estrada, Judgement é um material que deve ser notado e apreciado, agradando muitos dos vários apreciadores de Symphonic Black e até mesmo de outras vertentes, como Epic Doom, Power Metal entre outras.


 Banda:
Lord Vatiel - Vocals
Maelkleth- Guitar, Vocals
Saint Wikk - Guitar, Vocals
Wraith - Bass
Tron - Drums



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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi

 

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

AXECUTER: Encontre “Surrounded By Decay” nas principais plataformas de streaming


Um dos principais lançamentos de 2019, o “Surrounded By Decay”, dos paranaenses do AXECUTER, ficou ainda mais fácil de ser encontrado.

A banda – em parceria com a Sangue Frio Produções – disponibilizou seu novo álbum dentre as principais plataformas de streaming do mundo, onde já pode ser ouvido gratuitamente pelos links disponibilizados abaixo:


Adquira “Surrounded By Decay” em CD por R$ 20,00 (+ frete) e as camisetas oficiais por R$ 40,00 (+ frete) escreva para axecutermetal@gmail.com ou pelo Facebook em www.facebook.com/axecuter.


Este trabalho tem ganhado um grande destaque na imprensa especializada, nacional e internacional, acesse o link a seguir e confira a lista completa de resenhas sobre este material: https://sanguefrioproducoes.com/n/2310

Produtores: Levem o AXECUTER para seus eventos, escrevam para axecutermetal@gmail.com ou pelo WhatsApp/Telegram: (46) 98838-7204 – Sangue Frio Produções – e solicitem mais informações.

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Sites relacionados:


Fonte: Sangue Frio Produções

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Resenha Subterranean Disposition - Contagiuum and the Landscapes of Failure



Saudações headbangers, hoje lhes apresentamos Subterranean Disposition, banda australiana de Doom Death Metal formada em 2011, inicialmente formada como um projeto solo do multi-instrumentista Terry Vainoras, responsável pelos dois únicos álbuns lançados, que hoje conta com mais integrantes. Com dois álbuns na bagagem, o projeto tem sua estreia em 2012 com “Subterranean Disposition” sendo sucedido pelo “Contagiuum and the Landscapes of Failure”, lançado em 2016.

Contagiuum and the Landscapes of Failure se trata de um trabalho que demonstra claramente as suas influências enraizadas no Progressive Metal, com aquelas adições de instrumentos incomuns para o metal, como a presença de solos de saxofones nos momentos mais calmos, além das composições com longas durações e vários ritmos, porém, não variando da costumeira “lentidão” do Doom. Dos momentos tranquilos, podemos destacar todas as faixas, como uma característica do trabalho, sendo que todas elas (com exceção da faixa de abertura) possuem de dez minutos para cima, e uma variação de ritmo de momentos calmos e acústicos, seja com pequenos solos, vocais limpos e não apenas como mera participação, mas quase como um instrumento integral do projeto, o saxofone e momentos mais “introspectivos”. As partes pesadas contam com riffs contínuos em power acordes, sem momentos de velocidade significativa, numa pegada bem tradicional de bandas mais clássicas de Doom Metal, porém contrastadas com o potente e gravíssimo gutural, soando como um trovão, além da presença de teclados em alguns momentos para dar reforço nas costumeiras atmosferas melancólicas.

Com faixas bastante homogêneas, não é necessário descrevê-las, sendo cada uma dotada da mesma pegada, uma característica do projeto em si, que já demonstra muito bem sua proposta na segunda faixa, “Wooden Kimono Fixative”, que logo de cara nos introduz a um envolvente solo de saxofone acompanhado de espaçadas batidas, introduzindo o ouvinte antes do peso.


Subterranean Disposition não se trata de um trabalho com proposta de soar pesado a princípio, sendo um excelente material para ouvintes que procuram por sons mais contemplativos, talvez os levando para novos gêneros pela presença dos instrumentos adicionais citados. Algo que também precisa ser apreciado também é sua bela pintura na arte da capa. Excelente pedida para fãs de Doom, Doom Death e Prog.

 
Banda:
Terry Vainoras – Vocals. Guitar, tenor saxophone
John Stirling (Earth) – Guitar
Catherine Guirguis (ex-Rise of Avernus) – Vocals, Keyboards
Justin Min – Bass, Backing Vocals
Age Bos (Reshitivist) – Drums



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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi