quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Cobertura - “SP Metal Revival” com as bandas Abutre, Virus e Salário Mínimo no Manifesto Bar


Texto: André Santos
Fotos: André Santos & Guilherme Büssing
Filmagens: Maria Correia
Texto de depoimento: Guilherme Büssing

Uma das coisas emocionantes do Metal nacional é podermos desfrutar de alguns reencontros como de grandes ícones do Heavy Metal brasileiro. E o bacana disso é termos pessoas engajadas e disponíveis em nos emocionar com incríveis Revivals, como esse marcado na história do ‘Manifesto Bar’.

Essa empreitada surgiu através de uma ideia de marcar um reencontro lendário com os mestres do Metal Nacional, sendo elas Abutre, Vírus e Salário Mínimo. Sendo que essas bandas citadas estiveram presentes no lendário ‘Split’ em forma de coletânea “SP Metal”, com duas edições lançadas na década de 80 pela gravadora “Baratos Afins”, uma das grandes pioneiras lojas especializadas em Metal e suas vertentes, localizada na ‘Galeria do Rock’ em São Paulo até hoje.
O Revival surgiu pelo idealizador e organizador ‘Diego Lessa’, com apoio da casa Manifesto Bar e sua equipe, ajustando tudo com perfeição para a histórica festividade ficar presente em nossos corações. Ah! Também não posso deixar de citar que um dos grandes comunicadores ‘Ricardo Batalha’, seria uns dos responsáveis pela “playlist” do evento, que aconteceria nas pausas da organização do palco, mas devido alguns detalhes não rolou. O mesmo esteve presente prestigiando a festa e, entre outros nomes importantes da cena “Metálica” compareceram a esse marco da história do Metal Brasileiro.
Mas enfim! Vamos aos registros do “SP Metal Revival”, realizado no Manifesto, mas, hoje no início do texto estarei fugindo um pouco dos padrões caros leitores, pois estarei relatando o depoimento de fã presente chamado ‘Guilherme Büssing’, mencionando sua emoção ao ver a primeira banda Abutre abrir a celebração, já que não pude estar presente na apresentação do mesmo. Depois da declaração! Seguirei com minha narração sobre apresentação das bandas Vírus e Salário Mínimo.
Guilherme Büssing, faça suas palavras ao ABUTRE:


 “Imagine um moleque pré-adolescente, na década de oitenta, presente na Praça do Rock no bairro do Cambuci em Sampa. Esse moleque fica maravilhado com a banda com um nome de pássaro que está se apresentando, um rock rasgado e sem compromisso.
Depois de quase três décadas, esse reencontro aconteceu no sábado dia 06/08 no Manifesto, na edição do SP Metal Revival, com a apresentação da banda Abutre.
Lógico que não são os mesmos integrantes, porém com muito vigor e profissionalismo deixaram o que agora é um homem crescido, maduro e barbado novamente maravilhado. Apresentando composições próprias, revelaram o que os anos de experiência ensinaram, uma apresentação impecável e sem retoques. Com muita simpatia e garra, o vocal convidado amparado por uma banda competente, segurou a onda e responsabilidade de ser o frontman desta banda que marcou e muito o metal paulistano. Fomos brindados também com duas músicas da banda Centúrias (lembrando suas origens) e uma com cover espetacular do Sabbath, “Fairies Wear Boots”....Abutre matou a saudade daquele saudoso moleque... Que venham mais shows "Abutrianos". (Guilherme Bussing).

 E, seguindo, ao entrar no manifesto já me deparo com a organização do palco para a 2ª atração da noite sendo eles a banda tradicionalista e já eleita como uns dos melhores grupos Heavy Metal Nacional. Seus músicos: Lúcio Del Cielo (Bateria), Déio (Baixo), Renato de Barros e Fernando “Piu” (Guitarras) e mais Flávio de Barros (Vocais), se fazem presentes no palco com a formação original da banda VIRUS.


E já iniciam sua prestação cheio de efeitos de luz, que vinham através de sua “crave pirotécnica” e foi onde o frontman ‘Flávio’ chama todos a frente recitando: “Na Inglaterra no século 17 uma época de inquisição, vivia um sádico caçador de bruxas, com torturas incríveis espalhou, medo e terror por toda população, qual é seu nome”? “Matthew Hopkins” e a mesma ganha vida através dos acordes do baixo de ‘Déio’, levando o público a cantar junto esse grande clássico da década de 80.
E sem perder muito tempo o frontman da banda Vírus deseja uma boa noite ao Manifesto e agradece pelo evento ‘SP Metal Revival', comentando a próxima canção, que fala sobre uma antiga visita de extra-terrestres em nosso planeta, “Povo do Céu” onde o grande mago das cordas “Piu” inicia de forma orquestrada seus acordes, nos causando arrepios por seus arranjos e ‘Flávio’ conduzia voz a composição com maestria. Depois dessas duas canções serem tocadas, há uma pequena pausa onde o ‘Flávio’ menciona que é uma honra fazer parte do “Heavy Metal Brasil”, o filme, e na sequencia o mesmo anuncia a composição “Sacrifício” que vem conduzidas pelas mãos do mago das cordas “Piu”, se casando com os acordes e compassos de seus companheiros, dando muita energia e emoção a canção, fechando a trinca da noite.


Ao fim da apresentação da trinca da noite, a banda Vírus caminha para mais um bloco musical dando inicio a música “O Eremita”, uma composição que faz menção a uma alusão ao “Arcano 9” do Tarot, que prega sobre o conhecimento oculto”. A mesma veio ovacionada e acompanhada de palmas dos fãs presentes, marcando os compassos da composição carregadas de acordes e arranjos mágicos e foi onde o Srº Piu ao meio do andamento da música deu um show a parte em seu instrumento de seis cordas flertando riffs alucinantes, levando a todos a uma euforia colossal, que acompanhávamos em “coro” a canção.


 E falando em magia, com todos os presentes já eufóricos com a prestação do Virus, a próxima música a ser tocada é “Sinos Negros”, um grande clássico que ficou a cargo de “Piu” ranger com maestria os arranjos iniciais da composição. Em falando em grandes clássicos, a banda Virus nos presenteia com uma clássica composição nada menos que uma cover de “Man On The Silver Mountain” do grandioso Rainbow, do mestre ‘Ronnie James Dio’, emocionando a todos, principalmente a minha pessoa. E claro que a banda Vírus não poderia de deixar o melhor para o fim de seu espetáculo, iniciando assim a canção “Batalha No Setor Antares” um dos clássicos encravados dessa bela banda presente no lendário ‘Split’ SP Metal vol 1, onde foi memorável reviver essa canção ao fim de sua prestação ao palco do Manifesto, fechando com chave de ouro.

Se fossemos nos prender nessa noite, poderia citar que teria sido uma apresentação extraordinária até essa parte da narração, mas é claro que a noite ainda estava somente aquecendo, pois temos pela frente uma das bandas que sempre se destaca no Cenário Nacional com suas apresentações vibrantes. Estou falando da banda SALÁRIO MÍNIMO, que sobe ao palco como a 3º atração da noite paulistana, sendo seus músicos: Marcelo Campos (Bateria), Diego Lessa (Baixo), Daniel Baretta e Junior Muzzili (Guitarras) e frontman China Lee (Vocais), presentes no palco do Manifesto Bar fechando sua line – up.


Os grandes mestres do Metal Nacional iniciaram sua “jam” já com muito gás executando a incrível  composição “Delirio Estelar” e confesso a vocês que é de arrepiar ver os fãs presentes no “Revival” cantar as estrofes da música com coração junto a banda. E sem perder a “Vib” e a energia presente no Manifesto, a banda já emenda a clássica canção “Doce Vingança” e nesse momento nossas almas e corações já estavam entregues aos acordes presentes que se manifestavam em todo ambiente da casa.
Em pequena pausa antes da próxima canção se tornar a trinca da noite, o ‘China Lee’ se pronuncia agradecendo, dizendo: “É uma honra ter todos vocês presentes aqui! Muito obrigado e é um prazer ter a presença de ‘Lady Evil’ e seu marido diretamente de Sta Catarina. E mais a uma lenda sentado ali, fazendo referência ao músico guitarrista ‘Srº Rubens Jóia” da banda Chave do Sol.  Agradeço a todos os músicos presentes no local e ao público, vocês são demais! E temos o ‘Jean’ um grande baterista,“Poser”, fan do Manowar,( brincadeiras a parte) a banda segue sua prestação.

Dando início trinca a da noite que fica a cargo de “Dama Da Noite”, marcada por riffs empolgantes onde a galera dançava embalados, pela voz do frontman ‘China’ que aquecia a noite dentro da casa de show repleto de solos cadenciados de ‘JR Muzzili’ que se encarregava de incendiar o local. Ao fechamento da trinca insana caminhamos para o 2º bloco da noite, do Salário Mínimo, e antes mesmo de se iniciar a próxima apresentação, surgem brincadeiras a parte com alguns amigos presentes, pois esse reencontro também é um encontro de amigos. Ao fim dos “sarros” o China recita: “A noite é longa/ Primeira dose de Whiskey! “Noite De Rock...”, e já no caminho da prestação o ’Jean Praeli’ se faz presente no palco do Manifesto e divide algumas estrofes da canção ao lado do frontman ‘China Lee’, onde podíamos ver a felicidade dos músicos presente ao palco, estampadas em seus rostos e foi o momento que seu vocalista pede aos fãs para cantar acompanhados pelos acordes dos músicos.
Eis que China diz:“Obrigado Manifesto, ao carinho dos funcionários, realmente é uma casa fantástica! Obrigado “Pepinho” de Santos (Filho do grande jogador Pepe), fui eu que ascendi a tocha (RS...), e agradeço ‘Marcio’ e Esposa vindo do interior de Sorocaba. Obrigados a todos!  ‘Batalha’, depois de sua nota porque essa música é nova.”


“Beijo Fatal...”, seus riffs densos e marcantes são despejados em nossas almas, que veio acompanhado de um breve agudo de ‘China”, dando vida a essa canção com um empenho de ilustríssimo frontman que é, e claro que não posso deixar de mencionar que a banda extremamente afinadíssima manipulavam seus instrumentos com maestria. Em uma breve pausa a banda se apresenta ao público, seus nomes estão presente no inicio do registro. Na sequencia o frontman anuncia a próxima música sendo ela a clássica “Jogos de Guerra” e ‘Baretta’ se encarrega de trazer o peso e harmonização da canção através de seus dedos surpreendentes , fechando esse bloco de canções.


E claro que a banda Salário Mínimo deixou duas grandes clássicas canções de seu repertorio para fechar a noite, sendo elas “Anjos Da Ecuridão” e a canção “Cabeça Metal”, marcando esse reencontro histórico na trajetória do Metal nacional, fechando o momento que se fará presente em minha memória.

Vale a pena citar que esse Revival do SP Metal, marca uma história sobre a Cena Nacional que rolou na década de 80. E o bacana disso é que alguns presentes dessa época pode presenciar esse marco, como a nova geração que também esteve ali e de alguma forma pode sentir do que se trata ou mesmo se tratou esse “Split” lançado por ‘Baratos Afins’, no período que o Metal estava começando a se consolidar em pequemos movimentos e esse lançamento veio dar uma balançada, onde algumas bandas presentes nesse registro como: Salário Mínimo, Centúrias, Vírus e Avenger puderam divulgar seus trabalhos no 1° volume. E logo no ano seguinte se referindo a 85, podemos contar com o volume 2, com bandas, como: Korzus, Abutre, Performances e Santuário se fizeram presentes no mesmo, divulgando seus respectivos trabalhos.

Então, esse reencontro veio relembrar todas as bandas presentes ao “Split”. PARABÉNS a todos os envolvidos na organização do evento marcando mais um degrau desse marco histórico no Metal Nacional!

Links das bandas: