segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Resenha: Until It’s Over (2016), banda TRNK


Nacional
Nota 9,5

O nome desse quarteto paulista pode até soar estranhamente complicado na leitura, mais na vocabolização é bem definido e, quando pronunciado se torna bem atraente. Em compensação a sonoridade da banda paulista é de fácil assimilação que agradará os fãs do Metal e aos aficcionados por música extrema que disponibilizarem em escutar este primeiro projeto de estreia.
“Until It’s Over” contou com a própria produção da banda e teve o apoio de ‘Bruno Pompeo” (Atual baixista do VoodooPriest), na co – produção e também responsável pela mixagem do material. Enquanto a masterização foi realizada na California (USA). O projeto ficou a cargo do renomado ‘Brendan Duffey’, que já realizou projetos com bandas como, Torture Squad, Nervosa e próprio VoodooPriest contaram com seus serviços.

Apesar da banda TRNK ser formada na capital paulista, ela traz uma miscigenação entre sua formação, pois a mesma conta com dois Brasileiros na cozinha ‘Bruno Coelho (Bateria) e o ‘Rocha’ (Baixo) e também o guitarrista Alemão naturalizado no Brasil ‘Christian Rentsch’ e pelo vocalista Norte – Americano ‘Matthew Liles’, que mora atualmente em nossa terra tupiniquim. O quarteto demostra desenvoltura e competência nas composições, inclusive na qualidade da gravação. Os músicos trabalharam muito bem neste primeiro projeto, atingiram uma sonoridade bem encorpada com pitadas bem pesadas na parte harmônica do álbum.

Enquanto a temática empregada no álbum segundo eles, é baseada na literatura libertária e ocultista dos anos 70, a atmosfera é bruta e intensa. Tanto que a própria banda faz questão de salientar que toca em dois tons abaixo do convencional e realmente podemos sentir isso no projeto. Pois o quarteto com pouco mais de cinco anos de estrada sobe explorar suas sonoridades em acordes arrastados e riffs pesadões, horas levada de puro groove.
No entanto o álbum “Until It’s Over” trata – se de um Stoner Rock, com algumas pitadas do gênero “Blues”, “Southern Rock” e a própria influências do Metal, mais sem deixar sua autenticidade autoral de sua próprias composições como marca. Pois este plano conta com oito composições autorais, muito bem construídas, as canções se completam no andamento do contexto, que variam entre os riffs cadênciados e, ao mesmo tempo traz canções bem groovadas.


Já na primeira audição contamos com a primeira faixa que carrega o mesmo título do álbum “Until It’s Over” e se inicia de forma bem consistente com levadas bem marcantes recheadas de riffs azedos e ásperos, que dão um ótimo clima na abertura do “Debut” já nos dando ideia do que encontraremos nas demais composições presentes nesse projeto.
A 2º composição “GuitterThrash” abre com ‘Rocha’ (Baixo) extraindo acordes “sujos” e com bastante efeitos dando um clima bem bacana a canção no início, e logo as cordas de ‘Christian’ (Guitarra) entra em ação na mesma linha com muito peso e carregados de riffs cerrados, onde o ‘Mattew’ manda a ver com sua voz (que lembra em alguns momentos o ‘Phill Anselmo’ e o ‘Glenn Danzig’).

A mais groovada trata –se de “If The Accident Will” e é a terceira música do “Petardo”. Nela podemos sentir as influências do frontman da banda em certos pontos da interpretação, nos lembra (Phill Anselmo). Mas a canção é bem recheada de acordes pesados e riffs apimentados e grudentos e é marcada por grandes variações dentro do andamento da música a destacando muito. Umas das que podem se tornar carro chefe do álbum, pois os elementos presentes na canção se destacam em melodias que se unem ao vocal robusto e muito bem encaixado nas harmonias.

Outra que chama bastante atenção é “Dime For My Time”, 4º faixa embalada pela influência do tradicional “Rock ‘n Roll”, que nos remete a aquela sensação da noite, (onde tudo pode), e de estarmos em “Pub” cheio de mulheres dançando embaladas por seus acordes envolventes e batidas bem groovadas que nos prendem ao seu clima e quando percebemos já estamos agitando juntamente com ela.

A quinta faixa fica a cargo de “That Story Is Old” representada em uma história antiga e chega a nossa audição com riffs pesadões, com acordes arrastados e em alguns pontos a música ganha um gás alucinante que logo retorna a este clima arrastado, essas variações enriqueceram bastantes a composição, onde podemos sentir um suspense no ar ou mesmo um lado sombrio presente.

“Leif E Sued” e “Dead Mistress Trauma” são a sexta e sétima composições responsáveis de trazer toda a aquela acidez presentes no início do “Petardo” carregadas de pesos cadenciados.
E para fecharmos a audição de “Debut”, somos agraciados por “Sangha Mine”, excelente composição de um feeling enorme, o ‘Matthew’ o conduz com todo o seu sentimento e as melodias aqui são ótimas.


Não posso deixar de mencionar que é muito prazeroso encontrar e conhecer bandas como TRNK, pois os caras conseguiram apresentar um álbum de primeira linha. Sendo o seu primeiro registro, os mesmo conseguiram reunir qualidade ao lado de muito peso, graves destruidores sem deixar a melodia envolvente de lado, fora as composições que carregam um certo ocultismo em suas letras. Uns dos álbuns que chegou em minhas mãos e pude escutá-lo e posso afirmar que é um dos grandes lançamentos do ano 2016.
Uma ótima pedida para quem ainda não conhece o projeto da banda vale muito apena executar o trabalho dos caras, inclusive este projeto se encontra para baixar, os caminhos estão disponíveis tanto no (Facebook) e como a página oficial da banda (Website), que estarão no fim da matéria!

Tracklist:

1. Until It’s Over
2. GuitterThrash
3. If The Accident Will
4. Dime For My Time
5. That Story Is Old
6. Leif E Sued
7. Dead Mistress Trauma
8. Sangha Mine

Links oficiais:



Escute o material da banda no link abaixo: