sábado, 28 de abril de 2018

Resenha Vulcano - X I V

 
 Reconhecida mundialmente como os pioneiros do “Metal Extremo” na América do Sul, e avalizado pelo sucesso das últimas cinco turnês pelo vasto continente Europeu, o VULCANO completa em 2017 trinta e seis anos de carreira. Neste período a banda produziu treze álbuns inéditos, um single 7”, oito “split albums” com outras bandas Brasileiras e Europeias, Além de um DVD Documentário oficial contando a história completa da banda por aqueles a vivenciaram.

O Vulcano forjou sua própria identidade sonora quando os subgêneros do Metal ainda nem existiam, e por isso são frequentemente citados como influenciadores da nova geração do “Metal Extremo”. Esta banda de senhores “cinquentões” não mostra nenhum tipo de cansaço, e lançou mais um álbum em 2017. Dia 31 de Janeiro de 2017 chegou  às lojas, distribuidores e “web” o álbum intitulado apenas como X I V.

O Álbum

 X I V é um álbum mantenedor da originalidade irrefutável do VULCANO, bem como proporciona aos fãs a sonoridade díspar de que a banda sempre foi detentora, desde seus primórdios, porém longe do saudosismo. Esta produção abandona as afinações baixas utilizadas nos dois últimos álbuns retomando os timbres verdadeiramente originais em que guitarras soam como guitarras e bateria como bateria. A capa tem o formato “Digipack” com uma concepção bastante simples, como deve ser toda embalagem que acomoda uma joia ou uma relíquia. Possui apenas informações suficientes que interessam ao ouvinte a as letras que tem a mesma importância que a música.


O tema abordado neste álbum é a aliança unilateral de um Deus para com seu povo escolhido onde a fidelidade e a fé é raivosamente cobrada com maldições, destruição, sacrifícios de sangue e cruéis castigos, Um Deus vingativo e cruel que reina através do medo.


Analise das Faixas: 

Propaganda and Terror
É a faixa ideal para abrir este álbum, por conta principalmente da temática e forte refrão. O tema versa sobre a conferência de Wannsee para a solução final da causa judaica, não só judaica, mas clérigos, mestiços, ciganos, deficientes físicos e mentais.
Propaganda nazista à nação e por trás o Terror real às minorias. 

Thunder Metal
É a exaltação ao que nós “headbangers” mais amamos, ... o “Metal”! É aquela coisa de se colocar na frente do palco batendo a cabeça, cerrando os punhos com os braços para cima e gritando “pump my fist, the arms high, yell with me, we’re gonna die”

The Tides of Melted Metal
Uma merecida homenagem às bandas dos anos 80 que nos deixaram um inesquecível legado. Procuramos montar um texto em que cada sentença contém ao menos uma palavra que remente ao nome dessas grandes bandas. 

Necrophagy
Necrophagy tem uma pegada bem nos Vulcano dos anos 80. É uma “paulada” do início ao fim e o tema é comum, nada de especial além do meu lado de escritor de contos, e esta é uma estória de um ser lúgubre que se arrasta pela noite atrás de cadáveres para se alimentar. Um ser condenado ao inferno.

Behind the curtains
Versa sobre a hipocrisia das escrituras. Existe tanta violência na bíblia quanto as aqui contatadas neste álbum.

Thou shalt not kill
A pior das hipocrisias. O sexto mandamento dele. Ele criou a terra e tudo que tem nela. dela veio o homem e não satisfeito, mais tarde destruí toda a humanidade, pediu o sangue do cordeiro e que pintassem suas portas com ele, matou o primogênito do faraó, destruiu Sodoma, destruiu Jericó, pediu sacrifícios de sangue e deixou leis cruéis para seu povo, e por fim, dita: Não matarás!

Paradise on holocausto
Um deus confortavelmente instalado atrás das cortinas celestiais divertindo-se com esse cenário de guerra “aqui embaixo”. É paraíso em chamas !

The face of the abyss
Um tema um tanto quanto depressivo que conta o drama de alguém solitário que lutou várias batalhas e perdeu a última para si mesmo.

To kill or die
Um conto apenas, sem pretensão de mensagens nele. Apenas um “frame” de uma sangrenta batalha e muita “pauleira na música”

I’m back again
Para fechar o álbum uma tema que propõe que o mal é sempre atribuído ao seu opositor.

Nota do àlbum: 9,0


Formação:
Zhema Rodero - guitarra (desde de 1981) 
Arthur “Von Barbarian” - Bateria (desde 1987)
Luiz Carlos - vocal (1997-1999, desde 2010)
Carlos Diaz - baixo (2007 - 2013, desde 2016)
Gerson Fajardo - Guitarra (desde 2015)

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