sexta-feira, 27 de abril de 2018

Resenha Draconian - Sovran


Lançado em 2015, o sexto álbum da banda Sueca de Gothic Doom Metal "Draconian", e o primeiro com a atual vocalista, Heike Langhans, substituindo Lisa Johansson, que fez parte da banda desde o primeiro álbum “Where Lovers Mourn”, de 2003. Sovran supera em questão de inovação, não só na presença da nova vocalista, mas também em sua sonoridade, que particularmente acho estar mais sombria e atmosférica que a apresentado nos anteriores, apresentando uma gama de riffs melancólicos e outros mais carregados de uma certa tensão.

Tensões estas que são ouvidas logo de primeira ao iniciar do álbum com a primeira faixa “Heavy Lies the Crown”, que traz um suspense em seu riff inicial digno de um clássico filme de assombração. Assim como a faixa cinco, “No Lonelier Star”, em seu refrão, com o ecoante e agudo soar das guitarras que junto ao poderoso gutural de Anders Jacobsson criam aquele contraste com o resto da música, que remete ao lado mais obscuro e voltado ao Doom Death.

Passagens melancólicas estão presentes nos riffs principais da segunda faixa “The Wretched Tide”, e na belíssima voz de Heike, principalmente no refrão da faixa quatro “Stellar Tombs”, que além do emocionante refrão, traz um pouco de velocidade e peso ao iniciar a música. Violinos (provavelmente sintetizados no teclado) estão presentes na faixa três “Pale Tortured Blue”, no início para reforçar mais ainda a atmosfera escura do álbum.

O álbum também conta com algumas passagens que lembram muito o álbum anterior “A Rose for the Apocalypse” de 2011, como a faixa seis “Dusk Mariner”, especialmente no início. A faixa oito “Rivers Between Us” conta com a participação de Daniel Änghede, vocalista e guitarrista da banda Crippled Black Phoenix, em dueto com Heike. O álbum se encerra com chave de ouro da nona faixa “The Marriage of Attaris”, talvez a faixa mais lenta do álbum, e que traz saudosos riffs característicos de uma influência no clássico Doom Metal.


Se trata de um álbum que explora mais a fundo a atmosfera sombria que a banda se propõem a trazer, não só por parte do instrumental, mas também pela presença da nova vocalista (que particularmente achei que foi o maior destaque do álbum), carregado de melancolia, e superando o anterior em questão de peso pelo soar mais distorcido das guitarras, Sovran é um excelente álbum especialmente para quem procura perfeitas combinações entre o pesado e o suave.

 

Formação:
Anders Jacobsson - Vocals
Heike Langhans - Vocals
Johan Ericsson - Guitar
Daniel Arvidsson - Guitar
Jerry Torstensson - Drums 

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Autor da Resenha: Guilherme Thielen(Niflheim)