segunda-feira, 21 de maio de 2018

Resenha Valediction - The Primitive Architecture

 
Apresentando com muito prazer, direto da Irlanda, formada em 2005, porém, com atividades finalizadas (infelizmente) em 2014, Valediction, que apesar da ótima qualidade de seu trabalho, não “vingou”, produzindo apenas uma demo de 2008 e um único álbum de 2011. Com um Melodic Death Metal de extrema qualidade, com riffs criativos e bem trabalhados, o álbum “The Primitive Architecture”, apresenta uma pegada acelerada, semelhante com bandas de Melodic Death finlandesas, com mais velocidade e a presença de teclados para harmonizar com o peso das guitarras, tornando perceptível uma provável influência. O álbum conta bastante com pegadas atmosféricas e, inclusive, passagens que lembram/remetem ao sinfônico, iniciando o álbum com uma bela e curta introdução “Descent”, repleta com corais sintetizados, preparando o ouvinte para belíssima faixa dois, “Moment Of Decay”, que dá a ignição com velocidade e um atmosférico teclado de fundo, com breakdowns acompanhados pelos corais sintetizados, que se fazem muito presentes no álbum, como uma marca registrada até chegar aos característicos solos melodiosos de guitarra no fundo que acompanham os refrãos. Os tradicionais solos harmoniosos dos refrãos também são executados com teclados, como apresentado na terceira faixa “The Primitive Architecture”, que carrega o título do álbum, dando o verdadeiro exemplo de como casar potentes e pesados riffs de guitarra que são reforçados com o contrabaixo, mais os guturais graves com melodia, onde os insanos solos de teclado soam como algo “digitalizado”, podendo assim dizer, presentes no início da música.

Passagens em piano estão presentes também na emocionante faixa sete, “The Bleeding Tower”, que reforça com envolventes riffs durante o refrão, e com um rápido e repentino solo que logo devolve o espaço para os refrãos. Inclusive, esta faixa pode ser ouvida em vocais limpos na versão da demo de 2008.
Há faixas bem tradicionais como a faixa seis, “Siege Of Dis” (que particularmente, inicia de uma forma que lembra muito o início de algumas músicas da banda Dark Traquillity), e outras que remetem completamente a identidade da banda como a faixa quatro intitulada “Transcendent”, que traz o seu sempre presente elemento atmosférico com os teclados, algo que novamente lembra corais.

O álbum também conta com excelentes solos de guitarra, carregados de muito feeling, como os presentes em “Moment Of Decay”, “Siege Of Dis” e um calmo solo de baixo em “Transcendent”. A décima faixa, “The Nights Eye”, mostra porque os teclados devem ser vistos com destaque na banda, com uma verdadeira pegada finlandesa ala bandas como Children of Bodom, Kalmah, Imperanon, etc. mas não o comparando por completo, devido as peculiaridade presentes em Valediction que a distingue muito, apresentando uma verdadeira originalidade em seu som, como por exemplo na explosiva e sombria faixa oito, “Above The Horizon” (que tem o mais viciante refrão, digno de dar replay após ouvir a música, diga-se de passagem).

 

Carregada de uma verdadeira identidade própria, mesmo com as claras influências, embora infelizmente a banda não se encontra mais em atividade, deixando-nos com um impressionante material a ser apreciado, e extremamente obrigatória para amantes (assim como eu) de Melodic Death Metal em geral.

 
Formação:
Martin - Vocals
Foster - Rhythm Guitar
Huzy - Lead Guitar
Kev B - Bass/Synth/Backing Vocals
Ryaner - Drums

Ex Membros:
Lar Fraser - Vocals
Cillian Waters - Lead Guitar
Robert Voigt - Keyboards
Kev Fox - Drums

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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi