sexta-feira, 29 de junho de 2018

Resenha Amon Amarth - Jomsviking


Deste mesmo ano de 2016, o décimo álbum da banda sueca de Melodic Death Metal, que despensa muitos comentários a seu respeito por sua notória fama e suas letras focadas em vikings e na antiga cultura e mitologia Escandinávia. Jomsviking trata-se de um dos álbuns que vem trazendo uma nova sonoridade a banda, com elementos mais melódicos e uma pegada mais lenta, proposta que aparentemente vem sendo utilizada desde seu oitavo álbum, de 2011, intitulado “Surtur Rising”. Como nos dois últimos álbuns, Jomsviking vem utilizando de menos riffs em tremulo, característica muito utilizada em seus álbuns mais antigos. Um outro diferencial também está na temática deste novo álbum, aparentemente conceitual, abordando a história dos Vikings de Jomsborg, uma antiga irmandade de vikings mercenários, que realizavam serviços de combate e assassinato para qualquer um que paga-se, trabalhando até mesmo a serviço de cristãos. O álbum, apesar de diferente, possui faixas que remetem mais aos seus antigos álbuns como a primeira e matadora faixa, “First Kill”, e as excelentes faixas cinco e seis, “Raise Your Horns” e “The Way of Vikings”, que particularmente acho os melhores destaques, com os riffs mais viciantes. Faixas mais diferentes, e que revelam influencias mais melódicas da banda, como a terceira, “On A Sea Of Blood”, e a sétima, “At Dawns First Light”, trazem riffs que até então não eram muito frequentes no som da banda, podendo inclusive não ser de agrado para fãs muito apegados a fase antiga da banda, porém, muito cativantes para novos ouvintes. A última faixa do álbum, intitulada “Back On Northern Shores”, também a mais longa do álbum, com sete minutos e nove segundos, traz riffs que lembram muito as demais bandas de Melodic Death Metal suecas, especialmente as de Gothenburg, tais como o antigo In Flames e Dark Tranquillity, além de ter uma pegada mais progressiva.

 
 O álbum também conta com uma participação da forte e firme voz da vocalista Doro Pesch, na faixa dez, “A Dream That Cannot Be”, que casa sua voz com os pesados riffs de guitarra em um dueto com Johan Hegg. Além das músicas, o álbum também traz uma excelente arte em sua capa e que merecia ser mencionada. Um bom trabalho realizado, diferente, e podendo até ser controverso para alguns ouvintes, porém, apesar de suas diferenças, o álbum consegue ser cativante e ter excelentes momentos, dignos de dar replay em algumas faixas, valendo a pena ser conferido com ouvidos mais abertos.
 
 
Formação:
Johan Hegg - Vocals
Ted Lundström - Bass
Johan Söderberg - Guitar
Olavi Mikkonen - Guitar
Jocke Wallgren - Drums 
 
Contato:
 
Mais Informações: 
 
 
Autor da Resenha:  Eduardo Ronconi