segunda-feira, 2 de julho de 2018

Resenha Sodom - Decision Day


 
 Décimo quinto álbum (Full-length) dos Thrashers alemães, lançado agora em 2016, mantendo a mesma pegada do seu antecessor, “Epitome of Torture” de 2013, porém com algumas diferenças adicionais que serão abordadas mais adiante. Sodom se trata de uma banda já bem consagrada, sendo conhecida suas principais características e influências que esta veio sofrendo em toda sua cronologia, ao final do anos oitenta com a pegada mais Crossover/Hardcore em 90 e seu retorno ao Thrash logo em seguida. Porém é notável tais nuances ainda hoje, a exemplo da faixa quatro intitulada “Caligula”, a primeira disponibilizada para audição durante o lançamento do álbum. Porém, é notável que Tom Angelripper utiliza mais de seus clássicos guturais rasgados neste trabalho e menos dos vocais mais berrados, dando um ar mais extremo ao som. Impossível não comentar da faixa de abertura do álbum, “In Retribution”, que traz o ouvinte a um clima sombrio com os harmônicos obscuros do início da faixa, que inclusive casam com a arte da capa, retratando as bandeiras dos Estados Unidos e Rússia, em um clima apocalíptico de Guerra Fria. 
 
É notável mais influências melódicas ao som da banda, principalmente na faixa três, que carrega o título do álbum, porém, em nada atrapalhando no peso da banda, apenas contribuindo mais, como visto na primeira faixa. Tais elementos mais melódicos também são perceptíveis no álbum anterior, o que mostra uma mesma cabeça dos integrantes da banda para compor o atual álbum.
Outras pegadas mais Crossover ainda estão presentes à medida que o álbum prossegue, como nas batidas de Makka (presente na banda deste Epitome of Torture) na faixa cinco denominada “Who Is God?”.
 
 
 
Apesar de Sodom manter uma linha semelhante em seu álbuns, não cai na completa mesmice, acrescentando elementos novos em seus trabalhos atuais, como a presença mais frequente de breakdowns em refrãos, como na faixa nove, “Blood Llions”, inovando na medida certa. Decision Day se trata de mais um ótimo trabalho, e mais ou menos na linha de seus antecessores, porém, sem enjoar, o álbum consegue de fato fazer o ouvinte bater cabeça com riffs destruidores e agressivas performances vocais.
 
 
Formação:
Tom Angelripper: Bass and Vocals
Frank Blackfire: Guitars
Yorck: Guitars
Husky: Drums 
 
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Mais Informações:
 

Autor da Resenha: Eduardo Ronconi