domingo, 12 de agosto de 2018

Resenha Valhalla - Petrean Self


Formada em Brasília – DF em 1990, com um som calcado no tradicional death metal, sendo talvez um dos fatos que mais chamou a atenção para a banda foi o fato desta, apesar de suas mudanças de formação, ser formada inteiramente por mulheres. A banda iniciou seu trabalho com uma demo em 1992, e em 1994, lança seu primeiro álbum intitulado "... In The Darkness of Limbo", e devido a constantes mudanças de formação, a banda se manteve desativada por um certo tempo, sendo novamente a serviço, em 2000 a banda volta lançando a demo “For the Might of Chaos ...for the Force Inside”, e em 2001 o lançam seu segundo álbum “Petrean Self”. Contando com guitarras muito bem distorcidas e pedais constantes e sem descaço, a banda traz um tradicional death metal, típico da década de 90, com caraterísticas bem acentuadas da época, como diabólicos vocais rasgados, o álbum inicia com a “Between Dimensions”, com riffs abafados e pedais constantes, iniciando o álbum com pura velocidade. Tal velocidade se torna mais acalmada com a segunda faixa “Renunciation”, que inicia com riffs mais lentos, e aparentemente, trazendo uma influência mais melodiosa, mas que logo é quebrada com velocidade novamente e algumas batidas explosivas. O álbum aparentemente alterna com músicas velozes como a quarta faixa “Celebration Of Circle” e com músicas mais lentas como a quinta faixa “Battle By Truth” e retornando a velocidade na mesma faixa, sendo tais mudanças de ritmo uma caraterística bem acentuada da banda, pelo menos neste álbum. Salientando novamente as guitarras que soam bem distorcidas e sujas e os pedais incansáveis, dando um aspecto matador que todo bom death metal maníaco ama. A nona e penúltima faixa “The Last Of Beings”, inicia com uma introdução acústica melódica, entrando as guitarras após a introdução, continuando a passagem melosa, o que talvez faria muitos ouvintes estranharem a primeiro momento, porém, mantendo a característica já comentada, a velocidade volta subitamente, dando lugar ao peso novamente, fazendo desta a faixa mais longa e progressiva do álbum com seus sete minutos e vinte e dois segundos. E por último, faixa dez “In The Darkness Of Limb”, que leva o nome do álbum anterior, encerrando o álbum com peso e brutalidade e um vocal mais grave, sendo talvez a faixa mais agressiva do álbum.
 

Com muita velocidade e peso, Valhalla lançou mais dois EPs matadores após este álbum, mostrando o compromisso da banda com o peso e os ouvidos sangrentos, sendo talvez o único ponto negativo neste álbum alguns riffs soarem meio repetitivos, mas isto se torna irrelevante, pois o álbum mostra a real proposta da banda. Um saudoso death metal as antigas.
 
  
Formação:
Adriana Tavares - Guitarra e Baixo
Ariadne Souza - Bateria e Vocal
 
 
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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi