terça-feira, 29 de maio de 2018

MORTHUR: "Sempre tentamos soar o mais original possível" - (ENTREVISTA EXCLUSIVA)


MORTHUR hoje é um dos nomes que mais vem ganhando destaque no cenário do Metal Extremo gaúcho. Executando um Death Metal destruidor e divulgando o recém-lançado álbum “Between the Existence and the End” a banda caminha a passos largos para um grande reconhecimento nacional e internacional. Hoje conversamos um pouco com o vocalista Jeferson Casagrande para sabermos um pouco mais deste momento do MORTHUR, bem como projetos para 2018. Confira:

Fale de forma resumida um pouco sobre a banda. Desde seu início até os dias atuais.

Jeferson Casagrande - A banda surgiu em 2013 com André Cândido na bateria, Fabrício Macalli no baixo e Jeferson Casagrande na guitarra/vocal. Em 2014, a Morthur teve sua estréia no 1º “En” Carna Rock Metal Fest em Erechim/RS, cidade natal da banda. Em 2015 houve a substituição do baixista, Marco Zanco assumiu as 4 cordas e se mantém firme até hoje. Entre 2015 e 2018, a banda fez diversos shows dividindo o palco com bandas como Amaduscias, Isfet, Apophizys, Mithrubick, Dyingbreed, Human Plague, Symphony Draconis, Burn the Mankind entre outros grandes nomes, inclusive, com os gigantes do death metal Krisiun. No final de 2017 foi lançado o debut album da banda chamado “Between the Existence and the End”, incluindo 9 faixas totalmente autorais, sendo bem recebido pela mídia especializada, pelas críticas e pelos apreciadores.

Hoje, como você classificaria o trabalho do grupo? E quais as principais influências da banda?

Jeferson Casagrande - Nosso primeiro álbum segue uma linha Death Metal com influências do Krisiun, Nile, Behemoth, Morbid Angel… Porém, sempre tentamos soar o mais original possível. As novas criações estão tendendo para o Black Metal, algumas influências como Deathspell Omega, Svartidauði, Sulphur Aeon poderão ser notadas, mas mantendo a originalidade e as levadas Death Metal características do Morthur.

Se vocês fossem destacar uma música para apresentar a sonoridade da Morthur a alguém, há alguma composição que vocês acham que representaria de forma clara a banda?

Jeferson Casagrande - Das músicas lançadas, creio que a “Living Blasphemia” é uma música que representa o Morthur. Porém, alguns sons novos como “Interdimensional Cloister of Lilith Temple” e “Aural Shapeless Formation” representam melhor a tendência Black Metal que a banda está tomando. Estas músicas novas ainda não estão disponíveis e fazem parte das composições do segundo álbum, mas temos planos de lançá-las em um EP ou lyric video em breve.

Vocês lançaram recentemente o álbum  “Between the Existence and the End”, como está sendo a  recepção por parte do público e imprensa especializada?

Jeferson Casagrande - A recepção está sendo melhor que o esperado. A repercussão está bastante positiva, tanto da mídia quanto do público. Realmente não esperávamos por tantos elogios e estamos bastante satisfeitos com o resultado do nosso trabalho. A assessoria da Sangue Frio Produções foi fundamental para que o álbum fosse lançado e divulgado para todo Brasil, bem como para mídias internacionais.

Ouça no Spotify:

As gravações foram tranquilas? Tem alguma história bacana para contar que aconteceu no estúdio?

Jeferson Casagrande - Tivemos bastante contratempos, regravamos várias vezes e ficamos cerca de dois anos trabalhando em cima do álbum. Nós gravamos, mixamos, masterizamos e criamos as artes, isso foi bastante puxado e tivemos que estudar muito para que o trabalho pudesse manter a qualidade esperada.

O que acham que pode ser descrito como inesquecível para a banda estes anos? Tanto pelo lado positivo quanto negativo se houver.

Jeferson Casagrande - O frio da noite em que tocamos com o Krisiun em Passo Fundo/RS foi realmente inesquecível (risos). O maior público que tivemos (em virtude do Krisiun, obviamente) e a qualidade indiscutível do equipamento de som nos fez perceber que a Morthur tem potencial. Quanto aos pontos negativos, apenas absorvemos e ponderamos para o fortalecimento da banda.


Como você vê a cena na sua região? Há muitos eventos? É uma cena unida?

Jeferson Casagrande - Falar da cena é muito complicado pois esbarramos em opiniões contrastantes. De forma bem particular, consideramos a cena relativamente forte. Os eventos acontecem regularmente e com uma variedade bem interessante de bandas da região e de fora. O público é bastante assíduo, mas devemos ter em mente que o Brasil é um país de impostos altos e salários baixos. Acreditamos que muita gente se limita por valores impraticáveis, consequentemente, os festivais, bandas, distros… Todos saem perdendo. A respeito da união, vendo do nosso ponto de vista, a cena é unida sim. Temos muito apoio de parceiros e tentamos apoiar da mesma forma. A cena ainda tem muito para evoluir e o potencial é realmente grande, com trabalho duro e empenho a cena crescerá e terá cada vez mais destaque no Brasil, quiçá no mundo.

Esta entrevista foi muito solicitada por muitos leitores, sabia? Vocês acham que este debut álbum colocou a banda em um novo patamar? E vocês já conseguem sentir a dimensão do Morthur hoje no cenário nacional, ou ainda é tudo muito novo?

Jeferson Casagrande - Ficamos realmente surpresos (risos). Um novo patamar soa como algo grande. Acreditamos que demos um passo adiante para a consolidação como banda, mas ainda temos muito trabalho a fazer para alcançar um novo patamar. É algo muito novo para nós, moramos em cidades pequenas e, de certa forma, não conseguimos enxergar o que o Morthur representa para o cenário nacional.


Conte-nos, quais são os projetos futuros da banda. Podemos esperar um novo álbum, videoclipe ou, quem sabe, turnê?

Jeferson Casagrande - Com total certeza podem esperar um álbum novo, um videoclipe e uma turnê. O novo álbum está em processo de composição, já temos boa parte do material escrito, inclusive, já estamos apresentando algumas músicas ao vivo. O videoclipe está em edição, estamos ainda no começo e sofremos por cada integrante morar em uma cidade diferente, mas pretendemos lançar ainda este ano. Quanto a turnê, estamos planejando em parceria com outra banda aqui do Rio Grande do Sul que está prestes a lançar um álbum de muita qualidade, mas será divulgado no tempo certo. Aproveitando esta pergunta, gostaríamos de pedir aos leitores que comentassem o interesse de ver o Morthur em algum evento na sua cidade ou próximo.

Morthur, muito obrigado pela entrevista! Sinta-se à vontade para deixar algumas palavras para os fãs.

Jeferson Casagrande - Nós que agradecemos pelo interesse da Chama do Metal e dos leitores que solicitaram esta entrevista, ficamos bastante satisfeitos em saber que não só estão ouvindo nosso trabalho como estão interessados em saber mais a respeito da banda. O pessoal que não adquiriu o álbum e tem interesse, pode entrar em contato com qualquer integrante da banda ou comprar pela loja da Sangue Frio Produções e das distros. Muito em breve estaremos disponibilizando alguns materiais promocionais como camisetas, patches e etc… através do site da banda. Mais uma vez, gostaríamos de agradecer aos apoiadores, não só da Morthur, mas de todo movimento que o metal underground representa.

MORTHUR é:
Jeferson Casagrande - Guitarra e vocal
Marco Antonio Zanco - Baixo
André Cândido - Bateria

Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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