sexta-feira, 4 de maio de 2018

Resenha Orphans of Dusk - Revenant



Revenant é um EP lançado no ano de 2014, pela banda australiana Orphans of Dusk (como descrito acima) – há rumores de que a banda seja neozelandesa. O EP contém quatro canções, quatro obras fidedignas. Canções que necessitam de uma profundidade cognitiva imensa para poder ater-se à objetividade do trabalho. Músicas que vos passam mensagens turbulentas e que, às vezes, soam-se confusas; um árduo trabalho que mexe com o estado sentimental de quem o ouve (e qual música deixa de ter este aspecto?). A singularidade das canções é tão imensa que alcança o ápice da insanidade. Bandas como Woods of ypres; Draconian; My dying bride; Novembers doom, inclusive Moonspell (sem querer exagerar) ganham um novo aliado para suas causas quando se tratando de uma estruturalidade musical complexa e atrativa. Um sentimentalismo de difícil compreensão. Músicas que contemplam um clima frio e doloroso. Um clímax intenso e completo.

Revenant relembra o doloroso frio (como citado anteriormente). Esta é uma obra das quais apresenta uma multiculturalidade musical em diversas passagens das faixas. Num momento concluímos que nos deparamos com uma banda que tem como intuito desenvolver um glamouroso Doom Death Metal; noutra passagem, temos características de um poderoso "Ambient" com transições de canções góticas, conquanto ao fundo temos um poderoso teclado sintetizando um orgão; piano e assim vai, multiplicando a complexidade do EP. A banda tem uma identidade muito forte e consolidada, tanto é que aparenta, através das canções, não se apegar a um só ritmo; elemento; subgênero. 


Na primeira faixa temos um início ensurdecedor: guitarras altamente distorcidas – sem falar no alto investimento para com a mixagem dos instrumentos –, uma bateria catastrófica e um contrabaixo "bondoso". Paulatinamente, a canção vai desenvolvendo um ar sombrio e pesado – me refiro à parte onde a identidade real da banda aparece, executando um Doom Death Metal. O brilho do vocal de Chris G. reflete na singularidade da canção que, de tão simplória, chega a ser sumamente macabra. Em algumas passagens, temos algumas imposições de pedal duplo – por parte da bateria – onde percebemos o que poderíamos ter de melhor do Brutal se acaso a banda decidisse investir em algo mais "foderorso". A maneira como a segunda faixa inicia é, de longe, incrível. Um digno Doom Death Metal! A cadência da canção se reforça com o tom arrepiante do teclado – executado também pelo vocalista. É uma pena não ter a presença de um vocal feminino, até então. Possivelmente o poder das canções duplicaria de uma maneira sensacional. Mas até aqui sentimos uma desenvoltura fenomenal. Nada que estrague o brilho de Revenant. As passagens das guitarras matam qualquer desejo pendente. 

 
A terceira faixa inicia com uma pegada totalmente diferente das canções até aqui descritas/apresentadas. O peso se dá por conta do peso dos duplo pedais e da agressividade gutural. Nesta parte, entra uma incrível progressividade (tanto no peso quanto na tranquilidade – após a passagem agressiva/grotesca). E o mundo volta a desabar na passagem seguinte que é quando a "porrada" toca solta na canção. Se há um ápice de perfeição, ao meu ver, é neste momento: agressividade singular com uma base executada pelo teclado que vos lembra um som tardio de uma catedral. É a música que merece destaque dentro deste curto trabalho!.

Para fechar, temos a execução da quarta faixa, iniciando-se com um som totalmente ambiente e calmo. Uma canção rústica, envolvendo-nos com uma sensação de total sossego. A melancolia persiste em continuar enraizada nas passagens musicais. Um estrondoso som com a objetividade de simplificar o que é de toda a perfeição o EP. A canção finaliza-se de maneira épica. Nada de erros, somente de traços complexos e arrebatadores. E que brevemente a banda divulgue novos trabalhos, pois, se nos depararmos com algo semelhante à Revenant, será semelhante ao que houve com Behemoth: após cinco longos anos, com turbulências, a banda reaparece, depois de lançar o esplendoroso álbum "Evangelion", com um novo álbum: o insuperável "The Satanist"! (foi o melhor exemplo que consegui pensar – e que exemplo!).

Canções do EP:
1 - August price
2 - Starless
3 - Nibelheim
4 - Beneath the cover of night
 

Integrantes do grupo:
 Dan Nahum - Bateria
James Quested - Guitarras, contrabaixo e teclado
Chris G. - Vocal
  

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