sexta-feira, 27 de julho de 2018

Resenha Korzus - Legion



 
Lançado em 2014, sexto álbum da banda paulista de Thrash Metal, em uma maratona de porrada que teve seu início com uma demo em 1984, Legion demonstra em quão boa forma Korzus se encontra, seguindo sua linha própria e sem cair na mesmice, mostrando sempre algo novo a cada álbum (de fato, os caras realmente inovam, vale comparar todos os trabalhos deles). Legion apresenta uma pegada veloz e bruta, incorporando (como sempre) novos elementos, como certas nuances mais melódicas, ausentes no álbum anterior, Discipline of Hate de 2010. Mantendo as baixas afinações nas guitarras que dão o aspecto claustrofóbico que diferencia a banda de muitas outras do gênero, característica que vem sendo adotada desde 2004 com o quarto álbum, Ties of Blood, somado aos pedais incansáveis e constantemente velozes de Rodrigo Oliveira, que despeja violentos breakdowns em várias faixas do álbum. Como é de se esperar, o álbum começa com uma grande demonstração só para dar o gosto do que vem depois, iniciando com “Lifeline”, primeira faixa do álbum, que já se mostra diferente ao introduzir com mais frequência batidas explosivas, que chegam a fazer o som beirar a um Death Metal. “Broken”, assim intitulada a faixa quatro, que ao refrão, dá uma demonstração de como uma bateria deve soar neste tipo de som, pedais ultra velozes encaixados em acordes mais cadenciados, somados aos berros de Marcello Pompeu. Os riffs iniciais da sexta faixa, “Die Alone”, estão entre os riffs mais dramáticos e agoniantes do álbum, junto com os do refrão da faixa oito, “Time Has Come”, que demonstram o diferencial do álbum, tornando-o até mais viciante. Há também as faixas que iniciam simplesmente como um soco no estomago, como a faixa dois, “Lamb”, e a faixa onze, “Bleeding Pride”, cuja última seja talvez a faia mais veloz do álbum, trazendo novamente os blast beats de Rodrigo Oliveira (faixa digna de dar replay). A faixa dez, “Self Hate”, quebrando furiosamente o compasso, apresenta o riff mais sombrio do álbum com refrãos seguidos de coros que lembram bastante a pegada das bandas de Thrash Metal oriundas da Bay Area de San Fracisco (uma clara influência percebida ai). Para encerrar, a faixa treze, que carrega o título do álbum, “Legion”, diferencia-se de qualquer coisa já produzida pela banda, justamente por apresentar uma pegada um tanto melódica e com duração de sete minutos e trinta segundos, que a primeiro momento pode fazer o ouvinte estranhar, mas que não decepciona, pois mescla o peso tradicional da banda, saindo como um verdadeiro experimento para encerrar o álbum e deixar muito do gosto de “quero mais”.
 
 
Excelente material, sem deixar a desejar, e mantendo a tradição da banda de se superar a cada álbum, sem cair na mesmice, e surpreendendo muita gente que procura por bandas de Thrash que tragam um diferencial sem medo de inovar.
 
  
Formação:
Marcello Pompeu (vocal)
Dick Siebert (baixo)
Antônio Araújo (Guitarra)
Heros Trench (guitarra)
Rodrigo Oliveira (Bateria) 
 
 
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Autor da Resenha: Eduardo Ronconi