terça-feira, 24 de julho de 2018

Resenha Long Live To Metal Festival I (Teresina-Pi - 21.07.2018)

 
No último sábado (21/07/2018) ocorreu o primeiro LONG LIVE TO METAL FESTIVAL no Bueiro do Rock, já com um clima quente e repleto de peso. Nada melhor que após uma semana árdua de trabalho, venha um evento deste porte para engrandecer nosso Underground. No decorrer da divulgação do evento acabei tendo uma curiosidade em conhecer a banda cearense STEEL FOX, headliner da noite, onde já possui integrantes de outras bandas, tendo incluso também no line up, FAST EVIL e HELLSINK.
 
A primeira a se apresentar, já para um bom público, pouco após às 21hrs, foi a HELLSINK, quarteto de Heavy Metal tradicional com fundação recente, em 2017, mas que conta com um time altamente competente naquilo que fazem: Márcio Bastos nos vocais, Luis Eduardo nas guitarras, Lucas Corrêa no baixo e Neto Brito na bateria. Os mesmos iniciaram o show instigados, preparados e totalmente empolgados, logo toda a expectativa já estava sendo executada, iniciando seu set com o single (Disponível em streaming) Scream of Metal, o que normalmente se é tocada nos finais de show, seguida pelas magníficas já conhecidas Heavy Machine e The Death Walks Beside. Logo após Bloody Rites, que mostra muito bem como se faz um trabalho autoral sem perder a essência das referências que fizeram a banda nascer. Impossível não destacar a performance do vocalista e todo o timbre grave do baixista, possuidor de uma grande presença de palco e simpatia, além das batidas sem dó e sem piedade de Neto e da palhetada organizada e afinada de Luis que seguiram com The Boatman, Dark Romance, Shining on Fire, a nostálgica King e Burning Hearts. O encerramento da apresentação desta, que certamente é uma das melhores bandas do cenário atual (Diferente de outras bandas passadas dos integrantes e de projetos que aqui surgiram e não são 10% do que a Hellsink é) nordestino do Heavy Metal tradicional ficou uma maravilha com a viciante e vibrante Unholy Fire, porém o público ativo e presente queria mais, que com muito pedido conseguiram fazer a banda retornar o tributo Excalibur (Grave Digger cover), fazendo com que até os próprios integrantes se sentirem surpresos com si mesmos. Podem ter na certeza que irão ouvir falar muito bem desta banda logo menos.


Na sequência, foi a vez da rápida e fenomenal FAST EVIL tomar o Bueiro do Rock com maestria e Speed Metal. O grupo formado por Diego Dourado nas guitarras, Marcos Andrade no baixa, Luís Neto na bateria e Lucas Mesquita nos vocais mostrou toda sua desenvoltura diante sua evolução surpreendente de um ano pra cá, uma solidez (Apesar das pequenas interrupções no decorrer das faixas devido imprevistos não esperados) plena e que não deve nada a bandas gringas com 10/15 anos de estrada, adquiridos claro graças a repercussão e força de vontade do primeiro EP "Wake Up The Devil".


Apesar do foco gigantesco do debut que está logo vindo, a banda optou por um repertório majoritariamente recheado, até com faixas que foram criadas recentemente, calcado em sons da velha escola Speed Thrash Metal, e assim o pontapé inicial foi dado com o Hellboss, o chefão do submundo que estará subindo a terra, canção que estará no full de acordo com a banda. Tivemos em seguida a faixa que leva título do EP, Metal Is Back, rápida, sem frescura e direto ao ponto, Fight Your Mind (Com um conceito essencial para pessoas que lutam com sua própria mente), Japanese Killer (Boatos de ótimas notícias vindo dessa música. E sem dúvidas uma das melhores do set), a inédita e bem riffada Anúbis (Esta dedicada ao próprio dito cujo, regada a um refrão e uma cadência incrível), abrindo caminho para a Cry Out e outra que talvez seja uma das mais que irá repercutir quando sair, Theatre of Terror, fechando o bloco com a Living At The Speed. Ritual of Sacrifice não importa quantas vezes o quarteto toquem, o feeling é o mesmo, a repercussão é sempre um máximo, que por sinal, o vídeo disponível bateu mais que as expectativas, e sem dúvidas os próximos virão com tudo. She Is The Devil com sua levada mais Old School, e Night of Dead deixam uma pitada de violência, onde em algum momento pela qual não me recordo por me distrair com algo, a banda fez um tributo ao Exodus, com a faixa Leeson of Violence And Violence, juntando com as palhetas e grooves rápidos e ferozes das cordas e a essência da banda, simplesmente não é brincadeira de criança. Como tudo que é bom dura pouco, a outra faixa que leva título do debut, Midnight Force, uma das melhores músicas já criadas, com uma pegada mais leve e que quando menos espera vem um meteoro bruto de riffs e bateria que parece voar nos ares, veio para fechar o set com chave de ouro.


Por último, mas não menos importante, tivemos o Heavy Metal irreverente do STEEL FOX. Diferente das bandas de abertura, trata-se uma banda com uma longa data de formação, integrada por músicos com alta personalidade e intensidade no meio no Rock/Metal. São eles: Robson Alves (Vocais), Daniel Camelo e Thiago Rezakk (Guitarras), Philipe Praciano (Baixo) e Paulo Kildery (Bateria). O maior diferencial da banda, para mim, é a grande referência de Judas Priest, mas com uma pitada de bandas que os mesmos também integram. Todas as peças da máquina musical são iguais um quebra cabeça, a cada riff, batida, verso, se encaixam de maneira sutil e coletiva, resultando em um som audível, grudento e necessário aos ouvidos dos amantes da música pesada. Neste show, foi apresentado o registro mais recente lançado pelo quinteto, mantendo uma aura do que mais ou menos estará vindo pela frente. Apesar da elevada qualidade de todo o repertório, não consegui destacar nenhuma faixa, pois cada uma há suas particularidades. Porém a faixa que mais me chamou atenção e mais me deixou atento, sem dúvidas foi Death To All.


Para encerrar, devo enaltecer a grande experiência de assistir a um evento de Heavy Metal tradicional. Não encontro palavras que descrevam a satisfação que sinto em ver um Underground tão incrível e que revela bandas com suas melhores identidades. Parabéns a todas as bandas e aos envolvidos, e principalmente ao Bueiro do Rock pela casa mais bem estruturada e pela resistência em manter vivo a chama do Rock/Metal.
 
 

 






Evento: Facebook
 


Autor da Resenha: Pedro Hewitt