sábado, 21 de abril de 2018

Resenha Aggresion - Revoada de Bruxas


Banda brasileira que considero sonoramente excepcional. Em Maio de 2017, Aggresion, do Mato Grosso do Sul, lançou seu terceiro trabalho, Revoada das Bruxas, sendo Murmúrios Blasfêmicos (2008) o primeiro e Forja Infernal (2012) o segundo álbum. Honestamente, não posso falar sobre o primeiro cd deste excelente grupo, mas possuo uma cópia de Forja Infernal e admito que o grupo me conquistou pela espetacular mescla dos elementos extremos do Metal. Aggresion, mescla Thrash, Death e Black de maneira espetacular e de uma forma que as composições de suas músicas sempre possuem brechas melódicas onde seu talentoso guitarrista, Adriano Caverna, aparece com linhas melódicas ou solos matadores, bastante técnicos, aliás.

O trio é composto por, Eduardo Sparrenberger (vocais e baixo), Felipe Terrordeath (bateria) e o já citado guitarrista Adriano Caverna. Revoada das Bruxas é um álbum que certamente merece a sua atenção ouvinte das vertentes extremas já citadas. O álbum possui 5 músicas, sendo a primeira faixa, Endemoniados na Luxúria. Essa faixa começa mostrando o vigor total da banda, com uma entrada de bateria bastante empolgante e seguindo depois por um riff nos moldes de Death/Thrash. Uma pancada na fonte, para mostrar ao ouvinte a potência total do trio, de fato, endemonhado! Após esta entrada a musica segue cadenciada por um riff mais lento, seguido do vocal espetacular, rasgado, culminando em um final tão acelerado quanto começou, fazendo brechas para os solos criativos e melódicos, e diga-se de passagem, essas transições são feitas com maestrias por todo o álbum. 

Em seguida temos, Possessões Satânicas, em minha opinião, a melhor faixa do álbum. O riff inicial é apropriado para aquele bate cabeça em frente ao palco, precedendo á quebraceira Black Metal por vir. A música segue em ritmo frenético, condizente com uma verdadeira possessão demoníaca, encontrando em seu meio, um um belo riff cavalgado, cadenciando novamente a faixa, aliado á um baixo pesadíssimo e um excelente trabalho do baterista, alias, o melhor trabalho de bateria no álbum. 

Todo o ambiente criado, um preparativo, não para o blast beat e passagem Black Metal extremo por vir, e sim para os minutos seguintes, onde a música alcance um clímax orgasmático, finalizando a faixa de maneira magistral. Um riff melódico feito com a alma, assim como seu solo. Espetacular!
Em Arqueiros, a quebraceira continua insana, mais voltada ao Thrash Metal. Possui uma injeção de Black Metal também e mais para o final da faixa a cadencia retorna, contendo novamente, excelentes intervenções criativas de seu guitarrista.

Sabá da Parteiras, é outra faixa absurda! Pode ser a melhor do álbum fácil também, questão de gosto. Não poderia começar melhor, um riff e cadencia Sabbthiana, com o baixo fazendo presença com um timbre incrível! Seguindo com um riff e cadencia maléfica, condizente com o nome da música. A faixa segue cadenciada em diversos pontos, beirando o Doom Metal, e certamente é a que demonstra mais feeling nos arranjos e melodias. 

Maleficaram, encerra o álbum da mesma forma que iniciou: Destruidores! Com um riff cavalgado e agressivo, mas sempre com criativos fraseados de guitarra em suas viradas, uma baterista incessante e vocal visceral ao extremo. Seu final possui sem sombra de duvidas a melhor performance de seu guitarrista Adriano Caverna, completando com um belo solo. 

Concluindo, Aggresion é uma banda com músicos extremamente talentosos, tendo como destaque seu guitarrista e as composições musicais diversificadas dentro dos gêneros do Metal Extremo. Desde Forja Infernal, passaram-se anos, mas a evolução musical não é visível, e não é necessária, o que nota-se é uma produção musical melhorada neste excelente trabalho. Uma banda que merece a atenção de qualquer banger brasileiro ouvinte das vertentes mais extremas.



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Autor da Resenha: Guilherme Thielen(Niflheim