domingo, 22 de abril de 2018

Resenha Sinaya - Maze Of Madness(2018)



Sinaya é uma banda paulista fundada em 2010 por Mylena Monaco. Em 2013 gravaram seu primeiro EP chamado Obscure Raids, contendo 04 faixas que foram bem-aceitas pelo publico. Em 2015, com uma nova formação, começaram a trabalhar com Marcelo Pompeu (Korzus) para seu novo álbum e single Buried by Terror, que proporcionou a banda um alcance maior dentro do Brasil e em outros países, evidenciando a evolução musical da banda. Em 2016, Sinaya foi a banda de abertura Exodus no Carioca Club, tocaram também no festival Rock na Praça, em São Paulo. O profissionalismo e a qualidade sonora da banda as levaram a tocar no maior festival no Peru, Lima Metal Fest, que fez parte da primeira turnê sul-americana, tocando na Argentina, Bolívia e Peru. Durante a trajetória tocaram com Exodus, Master, Vader Primal Fear, Torture Squad, Claustrofobia e muitos outros nomes da cena Brasileira e Internacional. Atualmente Sinaya assinou com a Brutal Records, com previsão de lançamento para o dia 10 de Agosto 2018 de seu mais novo trabalho intitulado, "Maze of Madness".

Maze of Madness é um álbum viciante, bem produzido, e muito bem executado. O álbum começa com a faixa “Abyss to Death”, onde é possível identificar no riff inicial, seguido do baixo, uma influência absurda de groove e depois partindo para agressão com riffs velozes e um vocal visceral de Mylena, inclusive, com muita semelhança com a vocalista Angela Gossow, mas percebam que é apenas a semelhança vocal, pois observando as influências da banda é fácil de entender que John Tardy é a verdadeira influência para seu gutural. “Bath of Memories” traz novamente um riff groove, baixo marcante e é facilmente uma das melhores faixas do álbum, uma faixa poderosa onde o bater de cabeça é constante. “Buried by Terror” é mais cadenciada, nesta faixa gosto muito da participação da baterista Aline Dutchi, com uma pegada absurda, e um ótimo trabalho com os pedais duplos. Nesta mesma faixa há um belo solo, curto, mas muito bem encaixado e bastante melódico, um ótimo trabalho de Renata Petrelli. O álbum segue com a mesma qualidade do início ao fim, e é impossível não lembrar de Obituary quando se ouve faixas como “Crowd In Panic”. Maze of Madness é um álbum de fácil assimilação (isso não quer dizer que seja simples) e é por isso mesmo que é quase impossível de escutá-lo apenas uma vez.
 

 Gostaria de chamar atenção também a capa do álbum feita por João Duarte (Angra, Circle II Circle, Aquiles Priester) que, além de bem-feita possui um belo efeito visual de luz, onde até pensei ser um reflexo, mas é da própria arte mesmo. A arte também não esta sobrecarregada de informações fazendo com que la mesmo que possuindo cores pesadas não fique com a sensação de poluição visual. Tudo isso junto demonstra o profissionalismo da banda para com a qualidade não só musical, mas estética também. Maze of Madness é um lançamento de muita qualidade e é figura fácil entre os melhores álbuns se tratando de Death Metal nacional.

Nota do Álbum: 8.0 

Faixas:
1. Abyss to Death
2. Alwals Pain
3. Bath of Memories
4. Buried by Terror
5. Crowd in Panic
6. Deep in the Grave
7. Infernal Sight
8. Life Against Fate 


Obs: Quem tocou na bateria durante a gravação das músicas do álbum foi  Rodrigo Felix, com exceção da faixa Buried by Terror(Aline Dutchi).


Formação:
Mylena Monaco: Vocais e Guitarra
Renata Petrelli: Guitarra
Bruna Melo: Baixo
Cynthia Tsai: Bateria


 Mais Informações:
 
Autor da Resenha: Guilherme Thielen(Niflheim)