segunda-feira, 23 de abril de 2018

Resenha Veld - Daemonic: The Art Of Dantalian


Formada em 1995, por integrantes da Polônia e Bielorrússia, Veld não possui uma origem bem definida, porém, este detalhe se torna irrelevante ao se tratar do som infernal da banda. Daemonic: The Art of Dantalian é o quarto álbum da banda, lançado em 2015, trazendo um furioso Death Metal, mais alguns elementos não muito característicos em certas faixas, que ajudam a dar o aspecto mais obscuro ao som.

Sem muita enrolação, a banda nos presenteia com elementos que são dignos do apelido “furioso” dado antes, como uma bateria veloz que alterna entre os clássicos blast beats e os pedais frenéticos, e guitarras que soam bem graves distorcidas, os pontos mais altos do álbum.

Os elementos adicionais estão em introduções e passagens com violões e sons ambientes para dar uma atmosfera mais sombria e carregada, feito observado nas faixas introdutórias, “The Sweet Sound Of Torment”, “Lost But Never Forgotten” e na faixa final (e mais longa diga-se de passagem, com 08 minutos e 18 segundos), “Annihilation Of Divinity (Trust Upon Ignorance)” que traz belos e envolventes vocais limpos femininos na metade da música, que acabam por dar um ar mais místico ao som.

Em todas as faixas é possível notar um instrumental bem trabalhado, algumas vezes flertando um pouco com Technical Death, trazendo inclusive passagens cativantes e harmoniosas com uma pegada mais progressiva, incluindo teclados para dar mais atmosfera, e sempre, como de costume, excelentes breakdowns, presentes em várias faixas.


Dentre tantos pontos positivos, apenas um negativo a ser ressaltado, tratando-se apenas do tempo de algumas faixas, onde a música parece acabar e de repente inicia-se mais um outro riff (que podia ser aproveitado em outra faixa), soando um pouco cansativo.

Daemonic: The Art of Dantalian é um excelente trabalho, altamente recomendável para fãs de Death Metal em especial, pois, muitos dos aspectos mais tradicionais do estilo são trazidos à tona, sem soar velho ou sem originalidade, muito pelo contrário, com muito peso e brutalidade em um repertório de riffs destrutivos e bem trabalhados.

 
  
Formação: 
Kirill Bobrik - All Guitars & Vocals
Tomasz Wawrzak - Bass
Wojtek Slavinsky - Drums
 
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Mais Informações:


Autor da Resenha: Eduardo Ronconi