sexta-feira, 20 de julho de 2018

Resenha Powerwolf - Blessed & Possessed




Lançado em 2015, trazendo um sombrio e quase orquestral Power Metal direto da Alemanha, Powerwolf dá um digna aula com seu sexto álbum, carregado de corais e os teclados de Falk Maria Schlegel, que soam com órgãos típicos de igrejas, os potentes e furiosos vocais rasgados de Attila Dorn. Seguindo a linha de bandas de Power que flertam mais com o peso e guitarra mais destacadas, diferindo-se do padrão que dá mais ênfase aos vocais, e com uma pegada em seu riffs mais próxima do Heavy Metal, Blessed & Possessed inicia demonstrando sua proposta, com a primeira faixa que carrega o título do álbum, entrando com corais, o caraterístico som de órgão e sinos ao fundo, característica da banda e que irá se repetir nas próximas faixas. A terceira faixa “Army of The Night”, possui uma bateria mais cadenciada, com menos ênfase em pedais duplos, com refrãos dignos de colar na cabeça, tendo direito até sons orquestrados após os solos de guitarra. Porém, cadencia por cadencia, pode ser ouvida na quinta faixa, “We Are The Wild”, com uma pegada mais calcada no Heavy Metal clássico oitentista, de forma a dar início com um riffs característicos e harmônicos. Em questão de velocidade, as faixas seis e dez, “Higher Than Heaven” e “All You Can Bleed”, abusam dos pedais, especialmente a seis, introduzindo breakdows e riffs abafados perfeitamente encaixados com a bateria, trazendo uma característica mais próxima de suas raízes no Power.
 
 
Encerrando o álbum, a faixa onze, “Let There Be Night”, com sete minutos e vinte segundos de duração, a faixa mais longa e talvez até a mais lenta do álbum, que inicia com cantos quase gregorianos de Attila, dando um excelente contraste, como uma provável sátira a Igreja Católica (visto com mais ênfase nos clipes da banda), e encerrando a música com sons de chuva e sinos. Blessed & Possessed dispensa muitos comentários a respeito de suas faixas por trazerem o mesmo elemento em todas elas, porém, isto não se trata de um critério negativo, havendo vários destaques em sua sonoridade que difere a banda em seu senário, sem comentar da fabulosa arte da capa, como sempre, trazendo elementos da igreja e satirizando-os com lobos, como visto em seu álbuns anteriores.
 
  
Formação:
Attila Dorn – Vocals
Matthew Greywolf – Guitar
Charles Greywolf – Guitar
Falk Maria Schlegel – Organ
Roel van Helden - Drums
 
 
Contato:
 
Mais Informações:
 
 
Autor da Resenha: Eduardo Ronconi