terça-feira, 1 de maio de 2018

Resenha Anthrax – For All Kings (2016)


Após se tornar uma das referências do Thrash Metal norte americano com álbuns clássicos como “Spreading The Disease” (1985), “Among the Living” (1987) e “State Of Euphoria” (1988) a banda após um período turbulento e do desligamento do vocalista Joey Belladonna, substituído por John Bush (Armored Saint), o grupo lançou álbuns que acabaram não tendo o mesmo brilho dos antecessores, tendo destaque “We’ve Come for You All” (2003), o qual a banda conseguiu encontrar-se novamente, trazendo excelentes momentos exemplificados em “Safe Home”, “Superhero” e “What Doesn’t Die”. Após o encerramento da turnê desentendimentos entre John Bush e banda, estes que causaram sua saída e o retorno de Joey Belladona ao Anthrax. Oito anos após “We’ve Come For You All” eis que a banda ressurge com o aclamado “Worship Music”(2011), lançamento que provou que mesmo após mais de  20 anos do último registro com Joey, o quinteto conseguiu voltar a evidência com um grande álbum.

Um hiato de 05 anos se deu, e no início deste ano de 2016, os thrashers anunciaram seu novo registro de estúdio, “For All Kings”, este que conta com o desligamento do guitarrista Rob Caggiano que se aposentou dos palcos e dedica-se atualmente apenas a produções e gravações de estúdio, entrando em seu lugar Jon Donais (Shadows Fall). Em uma primeira audição notamos que o Anthrax manteve muitas das características de “Worship Music” porém além de composições dotadas com melodia, neste petardo foi acrescentada aquela pitada de modernidade, nada que desmereça o álbum, muito pelo contrário, mostrando uma evolução dos americanos. A faixa de abertura "Impaled" é uma intro curta com pouco mais de um minuto e é seguida por "You Gotta Believe" que já consegue impor a face do novo registro, com riffs marcantes e com uma aula a parte de Charlie Benante, que consegue colocar grooves nos andamentos de maneira única. “Monster at the End”, apresenta riffs lentos, dotados de peso e a atmosfera transmitida remete a fase noventista, grooves se destacando por todo o andamento e um refrão que marca na primeira audição, tendo um solo de guitarra impecável de Jon Donais. Seguindo temos a faixa título que mostra a excelente fase à qual a banda se encontra, casando uma excelente melodia com riffs característicos de Scott Ian, unindo-se de forma coesa com os vocais afiados de Belladona que se destacam por toda a extensão da composição.

Adiante temos “Breathing Lightning”/”Breathing Out”, faixas que trazem muito a memória músicas como “Judas Priest” e “I’m Alive” do álbum antecessor, mostrando uma mescla de melodia e peso, tendo solos de guitarra marcantes e andamentos com alternâncias, em partes rápidas e em outras lentas. “Suzerain” sintetiza o lado mais moderno do álbum, iniciando-se com um andamento veloz com evidência dos bumbos duplos utilizados por Benante, ganhando peso com as linhas de baixo Frank Bello que também realiza um excelente trabalho de backing vocals, sintetizando aqui o ápice do disco. Destacam-se ainda “Evil Twin” e “Zero Tolerance”, esta última sendo a derradeira, remete uma nostalgia aos clássicos dos primórdios do Anthrax, andamento veloz com aquela cozinha oitentista, que consegue cativar o ouvinte até o último segundo.

 
Após o lançamento de “King of All Kings” o baterista Charlie Benante em uma entrevista citou que talvez este fosse o último álbum do Anthrax, pois segundo ele a banda estaria encerrando a carreira no topo. Alguns dias depois Scott Ian desmentiu a declaração do colega de banda dizendo que o Anthrax ainda tem muitas novidades à apresentar. Sendo ou não o suposto último disco, que fique a boa repercussão de um registro que dentre seus principais prêmios ganhou 9°lugar nos Estados Unidos (Top 200 da Billboard), 21°lugar no Reino Unido (UK Allbuns Chart) e 4°lugar na Finlândia (IFPI).
 
Nota: 9,0
 

Formação: 
 Joey Belladonna
Frank Bello
Charlie Benante
Scott Ian
Jon Donais


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Autor da Resenha: Bruno Faustino